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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Entidade promete mover ação no STF contra PL que qualifica vaquejada como prática esportiva

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


(Acervo: Jornal de Brasília)

A Confederação Brasileira de Proteção Animal (CBPA) prometeu acionar o Supremo Tribunal Federal caso o projeto de lei que qualifica a vaquejada como esporte continue a ser aprovado em comissões do Congresso Nacional sem que sejam corretamente debatidas.

A promessa foi feita após a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovar o projeto de lei que beneficia a vaquejada em detrimento da proteção animal. A proposta, que representa um retrocesso sob o ponto de vista dos direitos animais, recebeu 11 votos favoráveis e 7 contrários.

De acordo com a presidente da CBPA, Carol Mourão, a vaquejada “não nos venceu” enquanto sociedade. “A Confederação entrará com medidas legais junto ao STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), acaso atropelem a sociedade se aproveitando da pandemia, empurrando aberrações jurídico-administrativas sem o amplo debate público, na Casa do Debate. Não deixaremos barato”, reiterou.

“Também temos um Mandado de Segurança pronto, material ricamente já preparado pelo brilhante advogado José Moura, caso estejam planejando queimar etapas no rito legislativo. Estamos monitorando”, completou.

A presidente da instituição reforça que o projeto de lei é inconstitucional e que, após o STF desistit de insistir no PL como cultura, após dura batalha da Câmara, “tentam aprovar como esporte”. “No início do mês, o Ministério da Cidadania, Desenvolvimento Social e Esporte respondeu ao questionamento feito pela ONG Brasil Sem Tração Animal que ‘não existe nenhum critério técnico para definir se uma atividade pode ou não ser considerada esporte’. Portanto, este o projeto de lei está baseado em coisa alguma, sem sustentação, e sua iniciativa tem vício material e de iniciativa, já que a prerrogativa de regulamentação de atividades é do Executivo Nacional, e não do Legislativo”, explicou.

Fonte: anda.jor.br

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