Bruna Araújo | Redação ANDA
Um elefante foi assassinado e teve seu corpo esquartejado por guardas florestais na cidade de Kandi, em Benin, na África. Pedaços de carne do animal foram removidas e distribuídas a moradores. O noroeste do Benin abriga os parques nacionais Pendjari e W – parte do complexo WAP (W-Arly-Pendjari) que formam a maior extensão de terra protegida da África Ocidental.
No local, vivem mais de 6.000 elefantes e muitos deles
ultrapassam os limites do parque e se aproximam de vilas. O elefante morto
pelos guardas, segundo autoridades do país, foi morto por que representava um
perigo para a população e supostamente causou a morte de três pessoas, além de
ferir outras. O animal foi morto a tiros por uma equipe da empresa African
Parks, responsável pela administração das reservas de Benin.
Não
satisfeitos em condenar o animal arbitrariamente à morte, os guardas removeram
a pele do animal, as presas e a cauda. O elefante também teve o seu corpo
esquartejado e sua carne distribuída para consumo. Os guardas justificaram o
esquartejamento afirmando que não tinham como mover o cadáver em razão do peso.
A African Parks informou em nota que a morte do animal foi tomada como um
último recurso.
Ativistas em defesa dos direitos questionaram quais
alternativas foram avaliadas antes de decidirem matar o animal. Internautas
acreditam que a ação foi extrema e ineficiente. “Matar um animal que está fora
de seu habitat natural e que custa vidas humanas não é uma solução para o
número crescente de conflitos entre os animais e a população local”, disse um
usuário de uma rede social.
Foto: Reprodução | Daily Mail
Fonte: anda.jor.br


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