Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Giovanna Braga/Arquivo pessoal
O abandono de um cachorro em
frente ao Cotolengo Sul-Mato-Grossense – instituição situada em Campo Grande
que atende crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral grave ou sequelas
neurológicas – chamou a atenção dos funcionários da entidade, que se
mobilizaram em uma campanha em prol de um novo lar para Betoven, como passou a
ser chamado o cão de seis anos. Os esforços deram frutos e em pouco tempo o cão
encontrou uma família para adotá-lo.
O cachorro, que aparentava ter
sido bem tratado antes do abandono, trazia em seu pescoço uma plaquinha
plastificada que dizia: “o dono foi para o asilo”. A tristeza do abandono e da
separação do antigo tutor, entretanto, logo deram lugar para a alegria
proporcionada pelas brincadeiras das crianças acolhidas pela instituição, que
abrigou Betoven temporariamente.
Como o Cotolengo não poderia adotar
o animal, funcionários da ONG recorreram às redes sociais, nas quais fizeram
uma publicação contando a triste história do cachorro. Ao ver a postagem,
Giovanna Braga se apaixonou por Betoven e decidiu adotá-lo, transformando-se
assim em uma peça fundamental na mudança de vida do cão.
“Eu fiquei sabendo pelas redes
sociais. Eu e meu marido estávamos atrás para adotar um cachorro. Quando eu vi
só a foto, eu já me apaixonei. Mandei mensagem e fui saber da história só
depois”, disse Giovanna ao G1.
Com a concretização
da adoção, a instituição solicitou que a tutora assinasse um termo de
responsabilidade que tem como objetivo garantir que o animal seja adotado de
maneira responsável. Através da assinatura, Giovanna concordou com os cuidados
– desde os mais básicos até os complexos – que precisará garantir ao cão.
Levado para seu novo lar, Betoven já está se
acostumando à vida em um lugar diferente, com pessoas que até então ele não
conhecia. Esse desconhecimento, porém, não foi um problema para o cão, que ao
receber afeto sincero de seus novos tutores, percebeu que está em boas mãos e,
assim, retribuiu o carinho dando amor em troca.
“Ele se adaptou super, pede carinho toda hora. Ele tem
até ciúmes. Eu quero continuar a dar amor para ele. Pelo visto, o antigo tutor
dava muito amor e carinho e ele cobra isso da gente. Ele sai correndo e
querendo brincar, ele é muito atencioso. Estamos muito felizes com ele”,
concluiu Giovanna.
Fonte: anda.jor.br

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