Beatriz Paoletti | Redação ANDA
Foto: Twentieth Century Fox Film / Divulgação
Segundo a Revista Monet,
a elefanta morreu aos 53 anos e teve uma vida difícil, desde 1978 esteve
inserida no universo cinematográfico participando de inúmeros filmes e séries.
Ela pertencia a uma empresa de locação de animais selvagens para a indústria do
entretenimento, e participou de produções hollywoodianas famosas como o filme
‘Água para Elefantes’ e a série da HBO ‘Westworld’.
A morte da elefanta foi o estopim
para que o PETA (Pessoas para o Tratamento Ético de Animais, em livre
tradução), uma organização que desde 1980 luta em prol dos direitos animais,
iniciasse uma campanha para reivindicar o fim do uso de animais selvagens na
indústria do entretenimento.
PETA lamentou em postagem a perda
do animal e ainda divulgou um vídeo que comprova os maus-tratos cometidos pela
empresa de locação de Tai, retratando uma funcionária e guardiã da elefanta
agredindo outros elefantes pertencentes ao grupo.
No texto, a PETA trata sobre a
questão violenta empregada pelos cuidadores dos animais locados: “Por vários
anos seus cuidadores carregaram Tai e outros elefantes ao redor do país, os
forçando a apresentar truques e transportar pessoas sob a ameaça de punições
violentas”.
“Ela foi tirada de seu ambiente
natural ainda filhote e forçada a aparecer em filmes e séries de TV. Ela foi
agredida e alvo de choques elétricos por seus donos, Kari e Gary Johnson, da
‘Have Trunk Will Travel’”, aponta o texto.
A postagem da organização também
questiona, além dos abusos sofridos contra esses animais, a razão de terem
submetido Tai na participação de um episódio de WestWold quando claramente
podiam ter utilizado computação gráfica, assim como a série já tinha usado o
recurso para retratar outro bicho.
Apesar do direcionamento
explicito do texto, os produtores de WestWord, não se pronunciaram sobre a
morte do elefante Tai.
Fonte: anda.jor.br

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