O casal Fabiane Sampaio, 35, e Gilvan Gomes, 35, organizou um
projeto intitulado Gatinhos da Marechal para cuidar de animais abandonados na
Avenida Marechal Castelo Branco, no Bairro Ilhotas, Zona Norte de Teresina. Eles contam que somente no mês de março de 2021, foram
mais de 100 gatos abandonados.
Juntos há vinte anos, Fabiane e Gilvan iniciaram o trabalho
voluntário em 2015, quando passaram a morar próximo à região e observar a
grande movimentação de animais.
“Quando nos mudamos, percebemos a quantidade de animais
abandonados. Começamos a alimentá-los e estruturar nossa casa para recebê-los.
Mas como já atingimos a cota máxima de animais para ter em casa, hoje buscamos
lares temporários”, destacou Fabiana.
Segundo Fabiane, durante pandemia causada pelo Covid-19, mais donos de animais
de estimação estão se desfazendo dos seus bichinhos, seja pela
crise, mudança de rotina ou pelo medo de que animais transmitam o vírus. Em
março, mês mais letal da
pandemia no Piauí, o número de gatos abandonados ultrapassou os
cem.
“No
início da pandemia, chegamos a ter 58 animais abandonados em 7 dias. Em março
deste ano, foram 110. Neste mês, em poucos dias, já temos mais de 40. Hoje, um
saco de ração de 25 kg dura apenas quatro dias”.
Abandonar animais
configura crime ambiental, previsto pela Lei Federal nº 14.064/20, e a pena é
de dois a cinco anos de detenção e multa, em caso de cães e gatos. O casal, no
entanto, diz que infelizmente não conseguem controlar o abandono.
Denúncias de maus-tratos podem ser denunciadas ao 190, da
Polícia Militar, e na Delegacia de Combate aos Crimes Ambientais, localizada na
Av. Raul Lopes, ao lado do Parque Potycabana.
Muitos gatos são
vítimas de maus-tratos e chegam às ruas magros, com ferimentos, queimaduras e
graves problemas de saúde. Sem os cuidados necessários, os animais ficam mais
vulneráveis a doenças infecciosas, como a raiva, por exemplo.
Para custear despesas, como demandas de alimentação, idas ao
veterinário, exames, medicamentos e vacinação dos bichinhos, o casal aceita
doações. E claro, incentivam a adoção dos animais.
“Ainda não medicamos os gatinhos que foram abandonados
recentemente porque, infelizmente, temos dívidas nas clínicas veterinárias e
precisamos pagá-las”, destaca Fabiane.
Por Ilanna Serena,
estagiária sob supervisão de Maria Romero.
Fonte: G1///// Fotos:
Reprodução/Instagram



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