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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Mais de 1,4 mil cavalos explorados em corridas morrem após maus-tratos nos EUA

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Warren Little/Getty Images

Mais de 1,4 mil cavalos explorados em corridas morreram no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, desde 2010. As mortes estão relacionadas à exploração e aos maus-tratos aos quais os animais são submetidos para que esses eventos garantam entretenimento humano.

“Nos primeiros três meses de 2021, já ocorreram quatro mortes nas pistas da Pensilvânia e, no ano passado, ocorreram pelo menos 74. Como a PETA tem revelado repetidamente, drogas são administradas de forma imprudente para manter cavalos feridos correndo quando deveriam estar descansando – e isso leva a ossos quebrados e morte”, denunciou a organização internacional de proteção animal PETA.

“Vimos em primeira mão a miséria dos ‘puro-sangue’ na Pensilvânia. Em 2017, trabalhamos para resgatar e realocar um cavalo chamado Charlie’s Quest, que estava sendo forçado a correr no estado apesar de sofrer com lascas de ossos, artrite, dor e claudicação severa nas quatro patas”, completou.

Muitos cavalos foram mortos após sofrerem graves lesões que impossibilitavam que eles voltassem às corridas. “Outros caíram mortos em suas baias”, informou uma reportagem do Philadelphia Inquirer.

De acordo com a publicação, 98% dos cavalos explorados em corridas na Pensilvânia são drogados para que ocorra uma redução das dores e ampliação do desempenho nas competições.

Os maus-tratos são tão intensos que, mesmo durante a pandemia de coronavírus – que reduziu as corridas em um terço -, 39 cavalos que corriam na pista “Parx Racing” morreram em 2020. No entanto, conforme explicou a médica veterinária especializada em cavalos, Kathryn Papp, ao Inquirer, “as mortes nada mais são do que custos de um negócio”.

“Eles ainda veem os cavalos como produtos da pecuária, como commodities. Mas esses são animais inteligentes”, lamentou a profissional.

Fonte: anda.jor.br

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