Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Warren Little/Getty Images
Mais de 1,4 mil cavalos
explorados em corridas morreram no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos,
desde 2010. As mortes estão relacionadas à exploração e aos maus-tratos aos
quais os animais são submetidos para que esses eventos garantam entretenimento
humano.
“Nos primeiros três meses de
2021, já ocorreram quatro mortes nas pistas da Pensilvânia e, no ano passado,
ocorreram pelo menos 74. Como a PETA tem revelado repetidamente, drogas são
administradas de forma imprudente para manter cavalos feridos correndo quando
deveriam estar descansando – e isso leva a ossos quebrados e morte”, denunciou
a organização internacional de proteção animal PETA.
“Vimos em primeira mão a miséria
dos ‘puro-sangue’ na Pensilvânia. Em 2017, trabalhamos para resgatar e realocar
um cavalo chamado Charlie’s Quest, que estava sendo forçado a correr no estado
apesar de sofrer com lascas de ossos, artrite, dor e claudicação severa nas
quatro patas”, completou.
Muitos cavalos foram mortos após
sofrerem graves lesões que impossibilitavam que eles voltassem às corridas.
“Outros caíram mortos em suas baias”, informou uma reportagem do Philadelphia
Inquirer.
De acordo com a publicação, 98%
dos cavalos explorados em corridas na Pensilvânia são drogados para que ocorra
uma redução das dores e ampliação do desempenho nas competições.
Os maus-tratos são tão intensos
que, mesmo durante a pandemia de coronavírus – que reduziu as corridas em um
terço -, 39 cavalos que corriam na pista “Parx Racing” morreram em 2020. No
entanto, conforme explicou a médica veterinária especializada em cavalos,
Kathryn Papp, ao Inquirer, “as mortes nada mais são do que custos de um
negócio”.
“Eles ainda veem os cavalos como
produtos da pecuária, como commodities. Mas esses são animais inteligentes”,
lamentou a profissional.
Fonte: anda.jor.br

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