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sábado, 24 de abril de 2021

DESGOVERNO Joaquin Phoenix e Leonardo DiCaprio pedem que Biden não negocie com Bolsonaro

 

Vitória Viviann | Redação ANDA


Foto: Divulgação

Leonardo DiCaprio, Joaquin Phoenix, Jane Fonda, Mark Ruffalo, Rosario Dawson, Katy Perry, Orlando Bloom, Alec Baldwin, Roger Waters, Uzo Aduba, Sônia Braga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Alice Braga, Wagner Moura, Walter Salles e Fernando Meirelles são alguns artistas dos EUA e Brasil que assinaram uma carta na última terça-feira (20) enviada ao presidente Joe Biden, pedindo para que ele não faça acordos com o presidente Jair Bolsonaro em relação à Amazônia.

Na carta, eles pedem que Biden continue os diálogos com a sociedade civil, com governos subnacionais, com os povos indígenas e as comunidades da bacia Amazônica, antes da consideração de pactos ou disponibilização de recursos.

Os artistas apontam que Bolsonaro, como cúmplice na destruição da Amazônia, não se importa com a grilagem e permite que o fogo consuma milhões de hectares de floresta, o que ameaça ainda mais os territórios indígenas.

“A proteção da floresta amazônica é muito essencial para as soluções globais de enfrentamento das mudanças climáticas. A integridade desse ecossistema está em crescente ameaças à floresta e seus guardiões indígenas por parte do governo Bolsonaro, tendo incluído práticas como desmatamento, queimadas e ataques aos direitos humanos”, afirmam na carta, que teve o apoio das organizações Amazon Watch, Artist of Amazonia, We Stand United e 342 Amazônia, para mobilização dos artistas nos dois países.

Demandas de lideranças indígenas e sociedade civil

O grande apoio dos artistas juntam-se às demandas de lideranças indígenas e da sociedade civil brasileira e norte-americana que pedem que Biden faça uma escolha: ou a floresta amazônica ou Bolsonaro. O governo de Biden vem mantendo conversas a portas fechadas sobre o meio ambiente com a administração de Jair Bolsonaro.

“No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, apoiou publicamente a violação das leis ambientais, e o desmatamento só tem aumentado desde a sua eleição. Ele cortou recursos de proteção dos povos indígenas, no que o Conselho Indigenista Missionário, da Igreja Católica, deu o nome de ‘extermínio planejado’. Diante isso, pedimos que o governo Biden, intensifique os esforços diplomáticos para ajudar a proteger os ativistas do clima e os defensores dos direitos humanos”, afirmou Rosario Dawson na quinta-feira (15) no Fórum Climático da Amazônia.

“O nosso futuro climático depende da proteção da Amazônia e do apoio aos indígenas defensores. Tenho orgulho de prestar minha solidariedade, junto com meus companheiros artistas e outros ativistas norte-americanos, aos defensores indígenas brasileiros, que comandam soluções justas e afetivas para a proteção e defesa da Amazônia. Aqui nos unimos: “Presidente Biden: com Bolsonaro não há acordo!”, advertiu Mark Ruffalo.

Artistas para a Amazônia

“Nos últimos dois anos, vimos um grande aumento no desmatamento, incêndios e ataques a comunidades indígenas, florestais e ribeirinhas na Amazônia. Vimos a crise de saúde do Covid-19 se desenrolando em Manaus e se espalhando pela Amazônia e pelo Brasil todo, criando assim uma pandemia. Crises assim poderiam ser evitadas, mas, foram ficando mais graves pelas políticas e retórica do governo Bolsonaro. O governo Biden não pode confiar em Bolsonaro! Os negócios para proteger a Amazônia, a biodiversidade e o clima devem estar condicionados aos resultados e respeitos dos direitos humanos”, declarou Marcelo Furtado, conselheiro da Conectas Direitos Humanos e membro do Círculo Fundador de Artistas pela Amazônia.

Amazon Watch

“Se Biden leva a sério a demonstração de liderança na ação climática, o fim do desmatamento e outras ameaças na Amazônia, ele deveria ouvir as comunidades indígenas e a sociedade civil, não apenas o governo Bolsonaro. Nós encorajamos o presidente Biden a considerar a Plataforma Climática da Amazônia e o Plano de Vida na Amazônia, que foram desenvolvidos por organizações indígenas e regionais da Bacia Amazônica”, disse Leila Salazar-Lópeslz, diretora executiva da Amazon Watch.

Histórico

A sociedade civil brasileira e norte-americana rapidamente se mobilizaram nas últimas semanas, após sair relatos preocupantes de um acordo entre Estados Unidos e Brasil poderia ser anunciado na Cúpula de Líderes sobre o Clima que o presidente Biden promove.

Como resposta, um sem-número de cartas e declarações foram publicados rejeitando o possível acordo: Cerca de 200 organizações que representam a sociedade civil e os movimentos sociais brasileiros se manifestaram, recendo cobertura da mídia internacional, segundo informações do site Vegazeta.

Nessa última semana, legisladores brasileiros publicaram uma carta. As declarações reividicam que o governo Biden deve rejeitar qualquer acordo com o Brasil até que o desmatamento diminua, os direitos sejam respeitados e a participação da sociedade civil seja obtida.

Na última quinta-feira (15), vozes amazônicas do Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela se uniram aos legisladores, artistas e jovens ativistas pelo clima, nos EUA um bispo católico no Fórum Climático da Amazônia para exigir que Biden concentre na justiça climática, e nos direitos humanos.

Segundo o site Vegazeta, os participantes promoveram a Plataforma Climática da Amazônia e o Plano de Vida para tentar conter a escalada de pandemias que impelem a Amazônia e o mundo para o colapso.

Fonte: anda.jor.br

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