Papagaio e cachorro
são resgatados após casos de maus-tratos em MS — Foto: PCMS/Divulgação
Após uma denúncia
feita nas redes sociais da ativista pelos animais, Luisa Mell, que mostra em
vídeo um adolescente jogando um papagaio em uma churrasqueira, as polícias
Militar e Civil de Água Clara (MS), a 179 km de Campo Grande, encontraram o
adolescente infrator, de 13 anos. Além da ave, foi resgatado um cachorro,
que também sofria de maus-tratos pelo menino.
Os abusos aos animais teriam sido gravados em
transmissão ao vivo, feita pela internet. Depois de tomar ciência do caso, uma
equipe conjunta entre as polícias foi montada e as diligências iniciadas. O
delegado do caso, Felipe Madeira, explicou que a partir do nome do adolescente
na transmissão, tinham a ideia de que ele poderia ser morador de Água Clara
(MS).
Ao chegar na residência do adolescente, Madeira
explica que o menino tentou se esconder nos fundos da casa, e no momento que
questionaram a mãe do menino sobre o fato, a mesma ficou “abismada com o
vídeo”.
“O adolescente tentou se esconder, sabia que estava
devendo, conversamos com a mãe e ela não sabia porque estávamos lá. Mostramos o
vídeo para ela e ficou bem abalada”, explicou o delegado.
No vídeo, segundo o delegado, ” mostra o
adolescente colocando o papagaio dentre de uma churrasqueira, o menino disse
que não estava acessa, mas não sabemos, pois no vídeo não dá para identificar.
Depois ele pega o cachorro da família e coloca o pênis dele na boca do animal
várias vezes”, detalhou Madeira.
O delegado explicou que o adolescente não
responderá por nenhum ato de infração. “A lei exige situações específicas para
apreensão de menor infrator e esta não se encaixam em nenhuma delas. Em
princípio os pais não vão responder pelo crime também”, disse Madeira.
Organização de maus-tratos aos animais
“Nós tomamos consciência que era uma coisa maior daquilo que imaginávamos”,
disse Madeira ao ser questionado sobre o vídeo dos maus-tratos divulgado em uma
transmissão ao vivo, pela internet.
O delegado explicou que depois do depoimento do
adolescente, descobriram que a transmissão dos maus-tratos eram feitas em um
grupo de pessoas, composto de forma hierárquica e “que a prática dos atos
possibilitava obter cargos de maior importância no grupo”, destaca a nota das
polícias.
“Na verdade é um grupo de
adolescentes, que pela internet, praticam vários atos de maus tratos. Eles
faziam isso como forma de se afirmar nesse grupo e subir de cargo, é uma coisa
muito espúria”, afirmou Madeira.
Segundo o adolescente, com informações prestadas às
polícias, as instruções para os maus-tratos eram dadas pelos líderes do grupo,
que já ocupavam cargos mais altos. “Um dos membros, inclusive, havia matado um
gato a pauladas recentemente e filmado a cena, vídeo ao qual o adolescente teve
acesso antes de ingressar no grupo”, complementou.
O delegado informou que foram apreendidos um
aparelho celular e um computador do adolescente, que confessou imediatamente os
atos infracionais.
A polícia informou que no depoimento do menino ele
“recebia instruções de outras pessoas em grupos de chat voltados para este tipo
de prática, e então as seguia. O conduzido afirmou, ainda, que havia praticado
a mesma conduta outras duas vezes, sendo que nessas balançava o papagaio e o
fazia cair no chão”, finalizou o delegado.
Fonte: G1

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