Giovanna Machado | Redação ANDA
Foto: Reprodução | Pixabay
Em uma atualização da lista
vermelha de espécies ameaçadas, a União Internacional para a Conservação da
Natureza (IUCN) alertou, na quinta-feira (25), que o Loxodonta cyclotis,
mais conhecido como elefante-da-floresta (ou elefante africano da floresta)
está em perigo crítico de extinção. Segundo o balanceamento, sua população
teria diminuído cerca de 86% nos últimos 30 anos.
O elefante-da-floresta vive
principalmente na selva da África Central e Ocidental e é menor que seu
primo Loxodonta africana, o elefantes-da-savana, este, ainda de
acordo com a atualização teria sua população reduzida aproximadamente 60% nos
últimos 50 anos e é classificada como “em perigo”.
A IUCN passou a fazer a distinção
entre essas duas espécies de elefantes encontradas no continente africano.
Segundo Bruno Oberle, diretor-geral da organização, isso representa a pressões
constantes que estes emblemáticos animais têm de enfrentar”. Com base no estudo
do genoma, os especialistas estimaram que o melhor no momento, é tratar em
separado as duas espécies de elefantes africanos. Principalmente por que eles
vivem em diferentes regiões: as maiores populações dos elefantes-da-floresta
estão no Gabão e no Congo, ocupando apenas 25% de seu território original,
enquanto os elefantes-da-savana preferem um hábitat mais aberto, vivendo
especialmente na África Subsaariana.
Cerca de 1,5 milhão de elefantes
percorriam toda África há 50 anos. De acordo com o censo mais recente de
grandes mamíferos, em 2016, esse número caiu para 415.000. Essa redução deve
“disparar o alarme” de alerta, diz AFP Benson Okita Ouma, da ONG Save the
Elephants e copresidente do grupo de especialistas em elefantes africanos da
IUCN, e completa: “essa classificação deve servir de alerta de que, se não
mudarmos o curso das coisas, teremos boas chances de ver esses animais afetados
de extinção”. Apesar disso, o próximo censo não é esperado para antes de 2023,
e esse animais não vão desaparecer da África da noite para o dia.
Fatores
que causam o risco de extinção
A redução no número das espécies
de elefantes acelerou entre 2008 e 2011, quando a caça por presas de marfim
atingiu seu auge. Apesar da prática não ser intensa nos dias de hoje, o
fenômeno continua ameaçando os animais.
Além disso, Okita Ouma considera
que a destruição do hábitat dessas espécies para o aumento da área de terras
agrícolas ou exploração florestal é outro ponto preocupante para a preservação
dos elefantes.
Conservação
das espécies
O relatório apresentado pela IUCN
não traz somente aspectos negativos. A pesquisa sinaliza que a conservação de
paquidermes em áreas protegidas no Gabão e no Congo está sendo um sucesso. E o
número de elefantes-da-savana também é estável no sul da África, caminhando,
inclusive, para um crescimento da população na área de conservação
transfronteiriça de Kavango Zambezi.
Fora isso, a queda da atividade
humana durante a pandemia do coronavírus impacta positivamente na preservação
da natureza, permitindo com que os elefantes “recolonizem” certas áreas das
quais outrora foram expulsos.
Fonte: anda.jor.br

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