Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Ana Paula de Vasconcelos
Um
cachorro da raça pit bull foi resgatado em Ceilândia, no Distrito Federal, após
ser brutalmente agredido por seu tutor, que usou um taco de beisebol para
tentar matar o animal. Após a agressão, ocorrida na manhã da última
segunda-feira (8), o homem abandonou o cão em um terreno baldio.
O caso
foi denunciado às autoridades e está sendo investigado pela Polícia Civil. A
advogada da Comissão de Direitos dos Animais da OAB, Ana Paula Vasconcelos, foi
quem recebeu a denúncia e registrou o boletim de ocorrência. Ela também esteve
no local onde o crime aconteceu.
Resgatado,
o pit bull foi internado em estado grave em uma clínica veterinária. Ele está
com a mandíbula quebrada, com um edema cerebral e com alterações neurológicas.
De acordo
com relatos de vizinhos, o tutor do cachorro estava discutindo com uma pessoa
na casa onde mora quando o pit bull o mordeu. O animal, que provavelmente
reagiu à discussão por ter ficado assustado com a situação, foi agredido por
ter mordido o homem, que o amarrou em um poste, impedindo que ele fugisse, e
desferiu golpes usando um taco de beisebol.
Após ser
denunciado pelo crime, o tutor do cachorro foi levado à delegacia. Em
depoimento ao delegado, ele disse que depois que o cachorro o mordeu, seu filho
espantou o pit bull e que ambos “não sabiam para onde o animal foi”.
Os
investigadores da 24ª Delegacia de Polícia Civil, que investigam o caso,
pediram imagens de câmeras de segurança das casas vizinhas para, segundo eles,
tentar “identificar o que aconteceu”.
Lei Sansão
Sancionada
no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes
cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos
com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas
como a prestação de serviços à comunidade.
A
legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que
foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras
decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é
capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.
Com o
aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos
poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser
punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.
A medida,
no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna
silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois
e galinhas.
Fonte: anda.jor.br

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