Bruna Araújo | Redação ANDA
Foto: Ilustração | Pixabay
A polícia de Uganda
encontrou diversas membros mutilados e órgãos de leões com traficantes de
animais. Acredita-se que pelo menos seis animais foram mortos para que partes
dos seus corpos fossem vendidas para a produção de supostos medicamentos e
fabricação de souvenirs. Com os homens, foram encontrados quatro
cabeças de leões, garrafas de veneno, redes e uma lata de 2L com gordura
extraída do corpo dos animais. Os leões viviam no Parque Nacional Queen
Elizabeth.
Autoridades de proteção
à vida selvagem de Uganda afirmam que o país tem um forte compromisso de
reprimir o tráfico de animais e luta pela preservação de toda a fauna nativa.
Desde de 2010, 22 leões foram mortos no mesmo parque por envenenamento. Ossos
de leão são frequentemente enviados para a Ásia – em particular para o Vietnã e
a China – onde são usados para fazer vinho que os consumidores acreditam ter
poderes mágicos.
África
do Sul
Uma investigação feita
pela polícia sul-africana descobriu esqueletos de 27 leões brutalmente
assassinados que seriam vendidos para países da Ásia e do Oriente Médio para a
produção de supostos medicamentos e souvenirs. Havia mais de 7 mil
ossos secos e prontos para serem embalados e transportados para o exterior.
Partes do corpo de leões e leoas podem alcançar o equivalente a R$ 30 mil no
mercado negro e conseguem ser retirados da África do Sul através de voos de
carga. Há suborno e corrupção envolvidos. Anualmente, esqueletos de pelo menos
800 leões são traficados no país. São quadrilhas extremamente organizadas que
criam leões apenas para matá-los.
A venda de ossos de
leões também está conectada a fazendas de caça enlatada, uma prática que cresce
sob a falsa alegação de safáris e projetos conservacionistas. Atualmente, há
apenas 20 mil leões na natureza e a espécie está criticamente ameaçada.
Denúncias de ativistas afirmam que há pelo menos 3 mil fazendas de caça
enlatada na África.
A Sociedade Nacional
para a Proteção da Crueldade contra os Animais na África do Sul denuncia a
situação dos animais. “Concluímos um relatório abrangente sobre a crueldade nos
bastidores da indústria de comércio de ossos de leões e leões em cativeiro. Os
leões são um dos animais mais amados e icônicos do mundo e muitos foram
reduzidos a se tornarem animais de criação intensiva e enjaulados para o
entretenimento humano e depois para o uso de seus ossos”, disse em um
comunicado.
E completa: “O ciclo do
leão em cativeiro é completado com o comércio de ossos de leão quando leões em
cativeiro são mortos a fim de exportar seus esqueletos para a Ásia para
suplementar os ossos de tigre usados para fazer vinho de osso de tigre e bolos
de osso de tigre”, conclui. A organização pede também ações governamentais para
por fim a este terrível comércio.
Fonte: anda.jor.br

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