Ana Garcia | Redação ANDA
Foto: Divulgação
A história de um homem em situação de rua português
é trágica e solitária. Luis Pereira nasceu em Sintra, um município em Portugal
e foi abandonado pelos pais quando tinha quatro anos de idade. Ele viveu na rua
por algum tempo, até que foi adotado, mas, por causa da dificuldade de se
relacionar com ele, consequência de seu passado sombrio, a família o largou na
rua novamente.
Luis, que desde então vive nas ruas, conheceu Kika
há dois anos, uma amável cadela que veio a se tornar a sua companheira.
Ele tem recebido convites de abrigos e
instituições, mas todos têm a mesma exigência, que a cadela seja abandonada, o
que não é uma opção para o homem, dado o companheirismo entre ambos. Além
disso, Luis sabe bem o que é viver solitário na rua e não quer que Kika passe
pelo mesmo.
Durante a pandemia, no inverno, eles sobreviveram
às fortes chuvas debaixo apenas de uma tenda. Luís foi convidado a ir para um
abrigo mas se recusou, porque não aceitavam cães por razões sanitárias.
Há algum tempo, uma organização conseguiu uma casa
em que ambos pudessem morar juntos, mas o morador de rua foi forçado a deixar o
local após contrair uma doença infecciosa.
“Kika nasceu em 29 de abril de 2019. Ela não tem
nem dois anos. Fui procurá-la num canil no Porto quando ela vivia lá na rua. Eu
estava usando drogas na época e resolvi acabar com esse vício. Não sei como
expressar meu amor por Kika, ela salvou minha vida ”, disse Luis. Ele relata
que graças à cadela conseguiu mudar como pessoa, que ela é sua responsabilidade
e ele deve cuidar e protegê-la.
Luis sofre de um grave problema respiratório e, por
isso, não pode continuar nas ruas, mas se nega a abandonar a companheira. Já
pensou, na pior das hipóteses, em entregá-la para adoção, mas deixá-la sozinha
está fora de cogitação.
Ele só procura ajuda, não importa de onde vier, o
que mais lhe interessa é estar com o seu cão. Ele se disponibiliza a trabalhar
ou se mudar para qualquer parte do país. Sabe que deve tomar uma decisão logo,
mas sua prioridade é ver Kika bem.
Fonte: anda.jor.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário