Um homem está sendo apontado como principal suspeito de ter
estuprado três cadelas em situação de rua, no bairro Alagoinhas Velha, no
município de Alagoinhas (BA), na madrugada de quinta-feira (11), por volta das
3h. De acordo com o boletim de ocorrência prestado na
Delegacia Territorial (DT/Alagoinhas), por uma ativista da causa animal, o caso
teria ocorrido na Rua Manoel Romão, próximo a uma faculdade. Ainda conforme a
protetora de animais, o suspeito que anda na região, seria usuário de drogas,
morador de rua e já possui histórico de maus-tratos contra cadelas. Segundo a
cuidadora de animais, descobriu há alguns meses, que as cadelas estariam sendo
violentadas sexualmente. Ela informou ainda, que apesar do indivíduo está na
condição de suspeito, os animais apresentam sinais de violência.
As cadelas foram resgatadas e estão sendo cuidadas pela ONG
Miaualimenta. O homem deve responder por crime de maus-tratos, se comprovada a
autoria, já que o crime de estupro não está previsto para atos contra animais.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Lei prevê pena de até
cinco anos por maus-tratos
No fim do mês de setembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro
sancionou uma lei que estabelece uma pena de dois a cinco anos de reclusão para
quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos. O
texto também prevê multa e proibição da guarda para quem praticar crimes desse
tipo contra os animais. Antes, a legislação previa um pena de detenção de 3
meses a 1 ano e multa para quem maltratasse animais silvestres, domésticos ou
domesticados, nativos ou exóticos.
“É preciso que a sociedade se conscientize e que cada um faça
sua parte. A responsabilidade de cuidar dos animais é nossa. Ao tomar
conhecimento de maus-tratos a animais, eu peço que os moradores de Alagoinhas
realizem denúncias anonimamente através dos telefones 190 ou 153”, destacou
Mônica Aguiar, coordenadora de Meio Ambiente da Guarda Civil Municipal de
Alagoinhas (GCMA), presidente da Associação de Proteção Animal e Meio Ambiente
(APAMAM/Miaualimenta) e diretora do Grupo de Resgate de Animais (AGA), em
conversa com o Luciano Reis Notícias.
Para ajudar a ONG Miaualimenta, entre em contato através do
telefone WhatsApp (75) 9 8803-5349.
Fonte e foto: Portal Gongogi

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