A
apresentadora e caçadora de animais Larysa Switlyk mostrando o crocodilo de 60
anos que abateu (Foto: Instagram)
A atriz e apresentadora Larysa Switlyk usou suas redes sociais para
anunciar que matou um crocodilo de 60 anos para fazer uma bolsa, causando
polêmica entre seus seguidores.
“Peço licença enquanto eu compro uma nova bolsa”,
destacou a apresentadora em postagem no Instagram em que aparece ao lado do
crocodilo capturado na Zâmbia. Larysa se tornou famosa ao apresentar o programa
Unleashed Global Adventures, em que ela viaja pelo mundo caçando “troféus” em
forma de animais abatidos.
A postagem da apresentadora fez com que seus
seguidores entrassem em conflito, com alguns a apoiando pelo abate do
crocodilo, enquanto outros a criticaram por isso. “Isso é a coisa mais linda
que vi o dia inteiro. Isso é uma compra de bolsa em sua forma mais fina”,
destacou um fã, enquanto outros usaram palavras como “abuso de animais” e
“mulher desprezável” para falar sobre Larysa.
A apresentadora e caçadora de animais Larysa Switlyk (Foto: Instagram)
A apresentadora se defendeu, dizendo que abateu o
crocodilo durante sua viagem à Zâmbia com o objetivo de salvar as vidas de
moradores de uma vila local. “Alguns desses problemáticos crocodilos precisavam
ser abatidos para salvar outras vidas humanas”, destacou Larysa. “Quando você
vive em sua bolha e não precisa lidar com esses conflitos animais/humanos é
difícil entender o motivo de pessoas caçarem esses animais”.
Mesmo após a defesa de Larysa, diversas entidades
ligadas aos direitos animais se manifestaram contra a apresentadora. “Matar um
animal por diversão e uma bola é moralmente indefensável e egoísta. Ela não
pensou que esse crocodilo viver mais de cinco décadas e teve um papel vital no
controle das espécies locais? Agora a área provavelmente é muito mais perigosa
para as comunidades locais”, destacou o grupo XPose Trophy Hunting em seu
Twitter.
Fonte: Monet
Nota do Olhar Animal: Chocam a futilidade da apresentadora e o
especismo de quem vê o crocodilo apenas como uma engrenagem ambiental, e não
com um ser senciente, com interesses próprios, individuais.


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