Gustavo Henrique Araújo | Redação ANDA
Foto: Reprodução | Getty Images
Um estudo realizado por
cientistas da Universidade de Zurique, através da combinação de informações,
dados demográficos e outros estudos sobre girafas, mostrou que as fêmeas da
espécie se beneficiam de melhor saúde e bem-estar ao terem relações próximas
umas com as outras, garantindo maiores chances de sobrevivência para elas.
A cientista Monica Bond, junto à universidade, liderou a equipe do estudo e
utilizou os dados após cinco anos de trabalhos com o animal na Tanzânia, país
da África Oriental, que mostram como as girafas fêmeas criam laços de amizade
semelhantes aos desenvolvidos entre os humanos.
Essa relação amplia as possibilidades de alimentação e proteção para as fêmeas
e seus filhotes, enquanto aquelas que vivem isoladas aprendem menos a respeito
de fontes de alimento ou ameaça de predadores. “Agrupar-se com mais fêmeas está
correlacionado a uma melhor sobrevivência das girafas fêmeas, mesmo com a
mudança frequente de membros do grupo”, afirmou a cientista.
Os benefícios, contudo, não são somente sociais: a amizade entre as girafas
fêmeas favorece o lado emocional e fisiológico dos animais, pois eles são
capazes de controlar melhor os níveis de estresse ao construírem tais laços.
“Parece ser benéfico para as girafas fêmeas se conectarem com um número maior
de outras e desenvolverem um senso de comunidade maior, mas sem um forte senso
de afiliação de subgrupo exclusivo”, complementou a pesquisadora.
Fonte: anda.jor.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário