Uma ação conjunta dos órgãos de segurança de
Curitiba e do Paraná resultou na apreensão, na segunda-feira (2), de 11 cães da
raça setter irlandês, no bairro Portão, em Curitiba. Os fiscais da Rede de
Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba, agentes da Polícia Civil e da Guarda
Municipal foram até o local e constataram as irregularidades. O responsável
mantinha anúncios em sites de vendas pela internet e foi multado pela
Prefeitura de Curitiba em R$ 22 mil.
A denúncia de criação e comércio ilegais foi
investigada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Cidadãos também
informaram a situação ao município via Central 156. Ao todo, foram levados 3
adultos e oito filhotes.
A lei que proíbe a criação de animais no município
– a 15.282/2018, que deu nova redação à lei anterior 13.914/2011, que também
disciplina o comércio de animais.
O comércio precisa ter a liberação de funcionamento
com o alvará da atividade e indicar o criadouro de origem fora do município.
Comprar animais de estabelecimentos regularizados e fiscalizados pelo município
é mais uma garantia de que não houve maus-tratos durante a criação.
Os animais não podem ficar expostos por mais de
seis horas e devem ser comercializados com microchip para que possam receber as
informações dos responsáveis.
Futura
adoção
Não foi constatada situação de maus-tratos contra
os cães, que agora ficam sob responsabilidade de uma ONG como fiel-depositária.
Com o fim dos prazos do processo administrativo, poderão seguir para adoção
responsável.
Por Fábio Wronski
Fonte e foto: CGN (com informações: Portal Banda B.)
Nota do Olhar Animal: Legal ou ilegal, a criação e a comercialização de animais “de raça”
traz impactos fortemente negativos, seja pela coisificação da vida
mercantilizada, seja pelos danos decorrentes da seleção genética.

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