A protetora de animais e coordenadora do Núcleo de
Zoonoses de Cajazeiras, Cléo Moura, registrou um boletim de ocorrência na
Central de Polícia Civil, na manhã de segunda-feira (30), porque na noite do
sábado ela foi acionada por outras protetoras para socorrer cães e gatos que
ingeriram comidas envenenadas.
Com um trabalho em equipe, os integrantes do
movimento em defesa dos animais conseguiram salvar alguns cães e gatos, porém a
maioria dos mortos foi filhotes.
“Eu não sabia direito o que fazer diante da
aflição. Eu fui me comunicando com o veterinário da Zoonoses e medicando esses
animais, só que apenas duas cachorrinhas sobreviveram. Eram oito”, relatou Cléo
Moura.
De acordo com informações da Zoonoses, casos de
envenenamento de animais foram registrados em vários bairros da cidade. Mas foi
em um terreno localizado no Centro que a matança foi maior.
“Eu fui encontrando gato e cachorro morto,
principalmente os filhotes. Quando eu cheguei lá eu comecei a juntar os corpos.
Tinha filhotes grunhindo dentro do mato e filhotes mortos, inclusive, dentro da
vasilha de comida. Os animais foram morrendo e eu me senti impotente por não
poder fazer nada”.
A Polícia Civil de Cajazeiras
abriu um inquérito para investigar o massacre e o responsável pelo ato pode ser
enquadrado no crime de Crueldade contra Animais, que encontra respaldo legal na
Lei de Contravenções Penais e Lei de Crimes Ambientais (Lei 3688/41, art. 64 e
Lei 9605/98, art. 32).
“Eu sei que não existe crime perfeito. Vai ser
investigado e uma hora alguém vai dizer quem foi porque tem pessoas que viram,
mas que têm medo porque quem é capaz de matar um animal, também é capaz de
matar um ser humano”, disse Cléo Moura.
Por
Jocivan Pinheiro
Fonte e foto: Diário do Sertão
Nota do Olhar Animal: Se é difícil identificar quem
envenena, é fácil descobrir quem vende o veneno, comumente um ilegal (como
chumbinho/aldicarbe, mão branca, estricnina). Com um trabalho mínimo de
inteligência, a polícia e a vigilância sanitária poderiam encontrar quem vende
os produtos tóxicos. Mas normalmente não o fazem por negligência. Outro ponto é
a pena leve para este infrator que vende o veneno, que deveria ter seu
estabelecimento sumariamente interditado, além de definitivamente fechado após
o devido processo legal.

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