Foto: Adobe
Os
oceanos cobrem 70% da superfície do planeta e a maior parte da vida na Terra
habita neles. A vida no planeta teve início nos oceanos há mais de quinhentos
milhões de anos.
Existem
mais de 33 mil espécies de peixes vivendo nos oceanos,
mas suas vidas emocionais complexas são frequentemente negligenciadas e mal
compreendidas.
Este
novo vídeo produzido pelo site de notícias sobre veganismo, direitos animais e
ambientalismo: Plant Based News, e narrado pelo co-fundador da PBN, Robbie
Lockie, analisa alguns dos problemas enfrentados por esses peixes e flora
marinha – e o que pode ser feito a respeito deles.
A
história dos peixes
“Há
mais peixes que pássaros, anfíbios, répteis e mamíferos”, diz o vídeo. “Nós
somos a aldeia, eles são o reino”.
“E, no
entanto, compartilhamos tanto: os mesmos sistemas corporais, músculos, nervos e
sentidos, e as mesmas fibras que transmitem a dor. Nós até caímos nas mesmas
ilusões ópticas.
“O
oceano possui uma abundância e majestade inigualáveis em um mundo muito mais
colorido e diversificado do que poderíamos imaginar.”
Os
problemas
Mas
essas profundezas estão inundadas de problemas humanos; o plástico atingiu as
trincheiras mais profundas e os grandes recifes de corais estão morrendo.
As
zonas mortas do oceano, onde nada pode viver, são causadas pela poluição das
fazendas. Espécies magnificas estão à beira da extinção.
“A
frota pesqueira mundial dobrou nos últimos 65 anos, mas eles estão achando
muito mais difícil pegar peixes”, diz o vídeo. “Um quinto de toda a poluição
plástica nos oceanos é composta de redes de pesca descartadas, e quando uma
população de peixes cai, nos movemos para a próxima.”
A
solução
Fazendas
de peixes não são a resposta; com bilhões de peixes confinados em tanques
imensos, eles acabam cheios de doenças e, como diz o vídeo, “vivem em
sofrimento e miséria absolutos”.
“Mais
de um quarto dos peixes capturados na natureza são usados para a alimentação de
peixes de criação. São necessários 120 peixes selvagens para criar um único
salmão de criação para chegar ao seu prato.
“Existem
soluções; juntos criaremos incríveis áreas de conservação marinha com forte
regulamentação, juntos nos recusaremos a comer peixes de criação que causem
crueldade e dizimam peixes selvagens, juntos inspiraremos pescadores e
pescadores a uma produção de alimentos mais sustentável. Juntos, vamos repensar
como tratamos os seres mais explorados em nosso planeta”.
Complexidade
dos peixes
Existe
um senso comum de que os peixes não sentem dor nem emoções. A verdade é que, só
porque eles não sentem da mesma forma que os outros animais – incluindo a
espécie humana -, não quer dizer que não sentem nada.
Um
novo estudo descobriu que os peixes podem se sentir tristes e desolados ao
perderem seus parceiros. Pesquisadores franceses constataram que uma espécie
conhecida como Acará do Congo se tornou pessimista e desanimado depois de
perder seu companheiro.
O
estudo foi feito em duas partes. Primeiro, colocaram uma fêmea em um tanque com
três compartimentos. No meio, ficava ela. Nos dois espaços ao seu redor, dois
peixes machos. Quando a fêmea mostrava preferência por um deles, os
pesquisadores a colocavam com ele, ou com o outro.
Na
segunda parte do estudo, os peixes foram treinados para remover tampas de
pequenas caixas. Uma caixa branca continha comida, outra preta não continha
nada. Depois que os peixes aprenderam, uma caixa cinza apareceu na jogada.
Os
pesquisadores perceberam então uma característica interessante: os peixes que
tinham sido colocados no mesmo compartimento que seus companheiros de
preferência se mostravam mais dispostos a abrir a caixa, demonstrando uma visão
positiva. Aqueles que estavam sozinhos, dificilmente tentavam.
“As
fêmeas que foram designadas a um macho que não queriam como parceiro exibiram
um viés pessimista, indicando um estado afetivo negativo”, declararam os
pesquisadores da Universidade de Borgonha, na França.
“Ligação
emocional com um parceiro não é propriedade única da espécie humana”, afirmou
François-Xavier Dechaume-Moncharmont, um dos autores do estudo, ao The
Guardian. “Isso pode indicar que as emoções são mais do que uma tendência.
Talvez o amor não seja tão irracional assim”, completou.
Fonte: anda.jor.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário