A denúncia já havia sido feita nas redes sociais há
alguns dias. Num descampado no Montijo, distrito de Setúbal, em Portugal,
estava uma égua ferida e subnutrida que precisava de ajuda.
Vários populares recorreram às redes sociais para
denunciar a situação e pedir ajuda, mas não foram os únicos. O vereador
social-democrata da Câmara Municipal do Montijo, João Afonso, acompanhado por
um militante da Juventude Social-Democrata, deslocou-se ao dito descampado e
lamentou que esta “não seja uma situação nova no Montijo”.
“Este animal está num estado lamentável”, disse o
vereador, referindo que a égua é “vítima de maus-tratos”, tendo,
inclusivamente, uma “ferida aberta”.
João Afonso defendeu que estes animais “têm de ser
recolhidos, colocados à guarda da câmara e tratados por veterinários da
autarquia” e garantiu que já abordou o tema com o autarca, mas que ainda não
obteve resposta.
“É miserável como isto acontece no Montijo. Os
animais são maltratados por pessoas sem a mínima dignidade e o mínimo
respeito”, acrescentou o social-democrata.
Numa publicação no Facebook, os
responsáveis pelo IRA criticaram o facto de a égua ter sido utilizada para
“propaganda política”.
“Sabem que o país desceu demasiado o nível quando o
sofrimento dos animais para nada mais serve senão angariação de votos e lavagem
de roupa suja em vídeos comerciais no Facebook”, lê-se naquela rede social,
acusando os “indivíduos do vídeo” de terem “encontrado, pavoneado e deixado
esta menina [no local] e (…) cega de um olho, com uma ferida infetada,
esquelética e com uma hemorragia”.
O animal foi então retirado do descampado pelos
elementos do IRA, estando agora a ser tratada por um veterinário, de acordo com
informação mais recente do movimento de defesa e apoio dos animais:
“’Teve muita sorte’. Foram as primeiras palavras do
veterinário após o primeiro diagnóstico. Aquele ferimento tem vários dias,
causado possivelmente por um ferro que perfurou pela parte inferior e saiu pela
parte superior, não tendo atingido qualquer órgão ou vaso importante, não tendo
uma septicemia e ainda estando viva”.
Quanto à JSD, que partilhou o
vídeo em direto, escreveu na sua página de Facebook – ontem à tarde – que o
“animal está a ser tratado por uma concidadã” e que, por isso, “não é
necessário alarmismo”, apelando ainda que às pessoas “que não coloquem em risco
a vida do animal pois este já foi devidamente alimentado, pelo que o excesso de
alimentos o pode colocar numa situação crítica”.
Por Patrícia Martins Carvalho
Fonte e foto: Notícias ao Minuto /
mantida a grafia lusitana original

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