O capataz de 58 anos, levado para a delegacia
após flagrante de maus-tratos na
segunda-feira (23) em uma fazenda na MS-040, perto de Campo Grande, disse
em depoimento que tinha “prazer em criar animais”. Ele confessou que trabalha
no local e, desde 2011, mantinha a criação dos cães da raça foxhound americano
com o propósito de, posteriormente, fazer a venda.
“Ele confessou e,
diante a tudo o que vimos lá, nos disse que mantinha a criação desde 2011, com
propósito de venda e também porque tinha prazer em criar animais. Ele dizia que
gostava. No entanto, não tinha o mínimo cuidado, zelo e responsabilidade. Os
animais estavam confinados em um ambiente reduzido, debilitados, desnutridos e
inclusive alguns deles amarrados em uma corda curta, em árvores por exemplo”,
afirmou ao G1 o delegado Maércio Barbosa, responsável pelas
investigações.
Ainda conforme o delegado, por se tratar de um
crime de menor potencial, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência
e o capataz deve responder ao juizado em liberdade.
“Ele provavelmente não tinha dificuldades em vender
os animais. São cães farejadores de javali, porco do mato e que possuem
facilidades na lida rural. Então, provavelmente, ele não tinha dificuldades na
venda tanto na área rural como em Campo Grande”, ressaltou Barbosa.
Na mesma data, os animais foram encaminhados para
abrigos. “O CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] tem importante papel nestes casos,
porque faz todo o trabalho técnico e também exames. Mas, infelizmente o poder
público não dá esse suporte, não possui um local próprio e as ONG’s
[Organizações Não Governamentais] é que disponibilizam espaço até que os
animais sejam adotados ou até mesmo devolvidos ao antigo dono, caso ele recolha
as multas e faça todas as adequações”, ressaltou o delegado.
Entenda o caso
A Polícia Civil, acompanhada de equipe do CCZ,
vistoriou uma fazenda nessa segunda-feira (23). Vinte e três machos e dezessete
fêmeas estavam no local.
A ação foi deflagrada após denúncia de maus-tratos
e a constatação, por parte de investigadores, de que no local havia um canil
clandestino com cerca de 40 cães da raça foxhound americano.
“Investigadores da Decat [Delegacia Especializada
de Atendimento ao Turista e Repressão ao Meio Ambiente] fizeram levantamento
anterior e constataram as condições precárias. Os animais ficam em um espaço
muito pequeno, cheio de fezes. Na ocasião, também não tinha alimento”, afirmou
o o delegado Maercio.
Fotos
Polícia Civil/Divulgação
Por
Graziela Rezende
Fonte: G1



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