Ao longo
da história a força animal sempre foi essencial como meio de transporte para
pessoas nas cidades ou para movimentar engenhocas que ajudavam no trabalho do
campo. Burros e cavalos são até hoje meios de transporte em algumas cidades.
Porém, mesmo que seja algo comum para milhões de pessoas, pouca gente que
utiliza este meio transporte tem consciência dos riscos que
os animais estão expostos no dia a dia, como problemas físicos e até
mesmo danos emocionais e mentais.
Algumas
cidades já avançaram na conscientização da proteção ao animal, e proibiram a
utilização de carroças com tração animal. No entanto, Canoinhas ainda está
longe do fato se concretizar. Diariamente, a população flagra cenas das
carroças – qual muitas das vezes é utilizada por menores de idade, coletando
material reciclável nas ruas dos bairros da cidade.
Maus-tratos
Nesta
semana foram registrados dois casos de abandono de burros idosos e
machucados. Ambos foram abandonados por seu dono “carroceiro”. Um deles foi
encontrado fraco, sem fraturas, no entanto o mesmo com medicamentos o animal
não resistiu. O outro burro foi encontrado já sem vida, com sinais de maus
tratos.
Cavalo de
lata em Canoinhas
Em
setembro de 2017, foi solicitado pela câmara de vereadores, que a prefeitura de
Canoinhas realizasse o cadastramento de todas as pessoas que utilizassem
carroças para a coleta de materiais recicláveis no território do município.
Os dados levantados tinham como objetivo estudar a possível da aplicação
do Projeto de Lei “Cavalo de Lata”. .
Na época
o vereador autor do projeto, Coronel Mario comentou que a substituição dos animais
pelo equipamento implica na diminuição dos maus tratos e em uma maior
regulamentação. “Eu já tenho um Projeto de Lei escrito, a exemplo de outros
municípios, porque nós estamos vendo maus tratos dos animais e a carroça pode
ser substituída pelo Cavalo de Lata”.
As
informações foram coletadas pela prefeitura meses depois e desde então o
projeto ainda não foi estruturado em Canoinhas.
Fonte e foto: Folha D’Ouro Verde

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