quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Protesto contra morte de cão cego em restaurante
A agressão a um cachorro dentro de um restaurante em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, causou revolta em familiares e amigos e ganhou repercussão nas redes sociais. Snoopy, de oito anos de idade, cego e cardiopata, seguiu o dono até o estabelecimento e entrou com ele no local. De acordo com testemunhas, após perceber a presença do animal, um funcionário se aproximou e chutou sua cabeça. O cão morreu no local.
O relato é do filho do dono do cachorro, Marcelo Acker, de 35 anos, morador de Estância Velha. Depois da repercussão na internet, ele resolveu escrever um texto esclarecendo o que ocorreu na segunda-feira (16). Em conversa com o G1 por telefone, o homem disse que os familiares estão tristes e que não deixarão de tomar uma atitude.
"Estamos juntando documentos e testemunhas. A parte criminal não compete a nós, na hora mesmo que aconteceu o pessoal que estava no restaurante chamou a Brigada Militar. A gente tenta alguma ação cível, alguma indenização", disse o veterinário, que avisou que vai contratar um advogado para cuidar do caso.
O dono do local diz que está amedrontado com a repercussão do caso, principalmente nas redes sociais. Ele recebeu ameaças de agressão física e também de danos ao restaurante. "Nunca me aconteceu nenhuma situação parecida", falou Paulo Swaizer. O estabelecimento pertence à Sociedade de Cantores Palestrina e fica em Hamburgo Velho, no município.
Ao G1, o advogado do proprietário, João Carlos Dau Filho, afirmou que o funcionário do restaurante foi afastado temporariamente. "Ele alegou em depoimento que teria empurrado o cãozinho com o pé. Ele conta que o cachorro teria entrado no estabelecimento à procura do dono, o funcionário teria tentado afastar, retirar o cão e ele veio a falecer no meio do restaurante, deitado", explicou Dau.
A Brigada Militar fez um Termo Circunstanciado, que é enviado diretamente ao Judiciário, sem passar pela Polícia Civil, segundo informou o delegado Nauro Marques, de Novo Hamburgo. Um processo criminal será instaurado contra o funcionário.
Segundo Marcelo, seus pais são apaixonados por animais. Atualmente, o casal abriga em casa seis cachorros, sete com Snoopy. "Desde que eu me conheço por gente minha mãe sempre foi muito apegada, sempre que aparecia um cachorro de rua em casa, ela pegava para cuidar", disse.
Já o cão que morreu recebia um carinho especial do pai de Marcelo. Doente, o cão precisava de atenção. No dia da agressão, o cachorro escapou pelo portão de casa quando o dono saiu para ir ao restaurante. "Meu pai falou para ele ficar na rua, mas ele entrou atrás. Quando ele viu, o cachorro estava deitado no pé da mesa. Veio um funcionário da parte de grelhados e deu um chute", relatou.
Marcelo não estava o restaurante no momento da agressão. Ficou sabendo depois, quando a mãe pediu que ele fosse até o estabelecimento buscar seu pai, que estava revoltado com o que havia presenciado. No local, Marcelo diz que não presenciou nenhuma briga, nenhum revide de clientes. Após ver a repercussão nas redes sociais, decidiu se manifestar.
"A gente não queria se expor, mas alguém tirou uma foto e postou. Então eu resolvi me manifestar para explicar o que tinha acontecido", disse.
Protesto está marcado para sábado
Nas redes sociais um grupo de pessoas articula um protesto em Novo Hamburgo. A ideia, segundo texto publicado na página, é fazer um buzinaço em frente ao estabelecimento e evitar a entrada de clientes. Marcelo não é contra a manifestação, mas pede que seja pacífica.
"Provavelmente eu vou ficar com meus pais, não vou (ao protesto). Minha mãe sofreu um acidente e ainda está de cama, e meu pai tem problema de saúde, então é bom não participar também", explicou.
Fonte: globo.com ( foto : facebook )
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