domingo, 1 de setembro de 2013
Mulher joga água quente em cão abandonado
Uma dona de casa jogou água quente em um cão abandonado no bairro Vila Formosa, em São José do Rio Pardo (SP), na quinta-feira (29). A mulher alegou que a intenção era espantá-lo da frente de sua casa. O cão, que sofreu queimaduras de terceiro grau, foi socorrido e levado a um veterinário. A Polícia Civil afirmou que ela será intimada a depor nos próximos dias e que deve responder por maus-tratos e abuso contra animais, além de pagar uma multa que pode chegar a R$ 3 mil.
Um dos vizinhos presenciou o caso e chamou a Polícia Militar. O Centro de Zoonoses da cidade prestou atendimento ao cão, que não corre risco de morte. Ele está aos cuidados do comerciante Matheus Mafepi, que é dono de uma loja de pet shop e voluntário na ONG União Protetora dos Animais Riopardense (Unir).
“Ele amanheceu um pouco melhor, passei pomada, dei ração. O organismo irá se regenerar, mas vai demorar meses. Ele deve sentir dor, a pupila está dilatada. Está acuado e tem medo quando alguém se aproxima, mas comigo está bem, parece que me adotou como tutor. Foi muito desumano o que fizeram”, disse.
Justificativa
A dona de casa, que prefere não se identificar, tem 36 anos e mora há um ano no bairro. Segundo ela, desde que se mudou, cinco cães ficam diariamente na calçada em frente à casa e causam transtornos devido à sujeira de fezes e urina. “Eu pintei o portão em março e já está todo enferrujado de tanto xixi. Todo mundo comete um erro quando é pressionado. Eu tenho uma cachorrinha e nunca tratei mal. Para eu ter chegado a esse ponto é porque a situação já estava insuportável, foi um momento de raiva. Joguei a água para espantá-lo, mas me arrependo do que fiz”, contou.
A mulher relatou ainda que gatos entram frequentemente na casa dela e, por isso, o carro dela está todo arranhado. Ela afirmou também que chegou a pensar em buscar auxílio na Prefeitura, porque a situação estava insuportável. “Ontem, eu encontrei um conhecido que trabalha lá, expliquei a situação e perguntei o que fazer. Tinha até pedido o telefone da Zoonoses, mas na hora da raiva não consegui me conter”, relatou.
Falta de canil
O voluntário da ONG disse que recebeu uma ligação de uma mulher, na manhã de sexta-feira (30), que afirmou conhecer o cão que foi queimado. “Ao que tudo indica ele chama Valente e era tutelado por uma família que morava no mesmo bairro. Os tutores mudaram e abandonaram o animal, que tem cerca de seis anos”, contou Mafepi.
Segundo ele, não há canil ou gatil municipal na cidade e por isso há muitos animais abandonados nas ruas. A Prefeitura se comprometeu a incluir no orçamento de 2014 a construção de um local apropriado.
O voluntário da ONG afirmou que prestará toda assistência ao animal e que o disponibilizará para adoção. “Infelizmente não posso ficar com ele porque já cuido de outros 50 animais, entre cães, gatos e até um cavalo, que também foram abandonados”, disse.
Fonte: G1 (Foto: Matheus Mafepi/Arquivo pessoal)
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