terça-feira, 27 de agosto de 2013
Vereadores de Maceió em defesa dos animais
A Câmara Municipal de Maceió realizou, na sexta-feira (23), audiência pública que discutiu a Estruturação do Serviço de Proteção e Assistência à Saúde dos Animais. A sessão foi proposta pela vereadora Heloísa Helena (PSOL) que ressaltou a existência do preconceito aos órgãos que defendem os animais. Ela enumerou uma série de projetos que tramitam no Legislativo buscando ampliar a proteção.
Os vereadores Chico Filho (PP), Wilson Júnior (PDT) e Silvio Camelo (PV) participaram da sessão que contou com a presença de ambientalistas e entidades defensoras dos animais. Heloísa informou que apresentou um projeto na Câmara Municipal para que animais estejam presentes nas escolas. “As crianças precisam conviver com os animais para aprender a respeitá-los”, destacou a vereadora, que defendeu a assistência à saúde pública para os animais. “É quase impossível uma família pobre ter um animal de estimação em casa, porque muitas vezes não tem condições de oferecer tratamento veterinário”, concluiu.
O vereador Wilson Jr lamentou a existência de pessoas que maltratam os animais. Para ele, a situação é triste e lamentável, contribuindo para o aumento da violência. “É um pulo para começar maltratar o ser humano. Essas pessoas não têm respeito algum com a vida em sociedade. Todas as vezes que comprei briga, foi para aqueles que não conseguem se defender”, disse.
José Eriberto Teixeira, representante do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado, destacou o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado no último dia 05 de agosto e que define medidas de proteção aos animais e combate à proliferação de zoonoses em Maceió. Além do Ministério Público Estadual, também assinaram o termo a Secretaria Municipal de Saúde, a Comissão de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal da OAB e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Maceió. “Quando for concretizado o que está escrito no TAC, nós vamos celebrar uma vitória por nossos animais”, disse.
Uma das principais cláusulas do TAC é a criação de um gatil e um canil municipal. “Teremos um local apropriado para aqueles que não têm condições de procurar uma clínica particular”, explicou José Eriberto. O coordenador do Centro de Raiva do Centro de Controle de Zoonoses também defendeu e acredita nas boas propostas previstas no TAC, como a reestruturação do Centro.
O médico Ismar Gatto, diretor do NEAFA, participou da audiência pública e informou que a entidade está preparada para atender 30 consultas diárias, exames laboratoriais e ultrassons. “Tudo isso só tem uma finalidade: fazer os animais mais felizes. A única coisa que dá futuro é o amor sem esperar benefício algum. A vida animal tem que ser protegida pelo homem”, destacou Gatto.
POLUIÇÃO - A advogada Adriana Alves alertou a importância da construção de cemitérios para animais, que são de extrema importância, principalmente pela contaminação do lençol freático da cidade. Ela lembrou que hoje em dia os animais morrem e são abandonados ou jogados em terrenos baldios até a sua decomposição. Também participaram da sessão, Luceli Mergulhão, presidente do GVAM Vida Animal; Catarina Quixabeira, representante do Conselho Estadual de Assistência Social do Estado.
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CÂMARA MUNICIPAL DE MACEIÓ
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