
São Paulo enfrenta superlotação em abrigos para cães
Não cabe nem mais uma pulga. Por São Paulo afora, na capital e nas cidades do interior, os abrigos de prefeituras e ONGs para cães abandonados estão abarrotados. O problema começou dois anos atrás, quando uma inovadora lei estadual proibiu as prefeituras de sacrificarem os cachorros capturados pelas carrocinhas.
No começo, os defensores dos animais vibraram com o fim da matança. Logo, entretanto, deram-se conta de um grave efeito colateral. Impedidas de matar os cachorros de rua, as prefeituras ficaram com seus canis cheios e simplesmente pararam de recolhê-los. Os bichos, reproduzindo-se com relativa rapidez, proliferaram pelas cidades.
Como resultado, as entidades de defesa animal passaram resgatar muito mais cães abandonados, atropelados e maltratados.
A Associação Protetora dos Animais de Sorocaba, por exemplo, que nunca abrigou mais de 80 cães e gatos, hoje cuida de 210.
Na zona sul de São Paulo, o Quintal de São Francisco está prestes a fechar as portas porque o dinheiro doado não acompanhou o crescimento dos cachorros e as dívidas ficaram insustentáveis.
Na ONG Ajudanimal, de Ribeirão Pires, é mais comum ver cães nos telhados do que dentro das casinhas de madeira. Só assim podem respirar um pouco de ar fresco, um andar acima da aglomeração de patas e focinhos.
A entidade tem capacidade para cem cachorros, mas abriga o dobro. "Os animais estão estressados e brigam por qualquer coisinha", explica a diretora Maria Cecília Bentini, por telefone, com incansáveis latidos ao fundo.
Em Maceió Alagoas o neafa enfrenta o mesmo problema. E neste sábado realiza mais uma feira de adoção das 08:00h. as 14:00h.
Informações : xx 82 3221 0193
Fonte : folha online
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