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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Homem morre após invadir recinto de tigre; caso questiona a segurança e existência dos zoos


 Homem na jaula do tigre – Foto: Reprodução

Um homem de aproximadamente 20 anos morreu após invadir o recinto de Altai, um tigre-siberiano de 190 quilos, aprisionado no Yorkshire Wildlife Park, próximo a Doncaster, na Inglaterra. O incidente ocorreu ontem à tarde (10), o zoo foi evacuado e permanece fechado neste domingo.

Segundo a Polícia de South Yorkshire, testemunhas relataram que ele escalou a cerca e entrou no recinto. Sentindo-se ameaçado, o tigr reagiu. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que ele teria pedido a uma visitante que fotografasse sua interação com o animal.

Visitantes tentaram distrair o tigre enquanto funcionários acionavam os protocolos de emergência. Duas ambulâncias terrestres e uma aérea foram enviadas ao local, mas, apesar das tentativas de reanimação, o homem morreu em decorrência dos ferimentos. A polícia informou que a família foi comunicada e está recebendo apoio especializado. As circunstâncias da ocorrência ainda estão sendo investigadas.

O caso comprova, mais uma vez, a falência do modelo dos zoológicos, instituições que alegam proteger os animais, mas os mantêm privados de liberdade e sujeitos a riscos inerentes ao confinamento. Não basta alegar que se trata de conservação de espécies enquanto os animais têm suas vidas submetidas para atender aos interesses humanos. Esse modelo precisa ser superado e os zoos devem ser proibidos em todo o mundo.

Altai chegou ao Yorkshire Wildlife Park em fevereiro de 2025, vindo do zoológico Dyreparken, na Noruega, onde nasceu. Ele vive na área Land of the Tigers, inaugurada em 2011.

Na natureza, tigres percorrem territórios extensos, exploram diferentes ambientes, caçam, escolhem onde descansar e desenvolvem comportamentos ligados à sua condição de predadores solitários. Em cativeiro, isso é impossível.

A polícia informou que o tigre não ficou ferido e não representa risco ao público e não será morto.

A proteção de espécies ameaçadas é importante, mas não deve servir como justificativa para manter animais confinados indefinidamente. Existem outras formas de promover educação ambiental, proteger habitats, combater a destruição dos ecossistemas e financiar iniciativas de conservação sem transformar animais em atrações.

Fonte: anda.jor.br

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'Cãotólico': caramelo 'assiste' a missa em igreja no Dia de São Francisco de Assis


 Cachorro caramelo assiste à missa em Mirassol (SP) — Foto: Felipe Novoa/Pascom

Quem foi à missa na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Mirassol, celebrada na segunda-feira (5) em comemoração ao Dia de São Francisco de Assis, pôde encontrar uma presença especial entre os fiéis: um cachorro caramelo “cãotólico” entrou na igreja e “assistiu” aos cantos e orações.

O vídeo foi postado pela Pastoral da Comunicação da Igreja no mesmo dia e já soma mais de 1,2 milhão de visualizações e 138 mil curtidas, até as 11h de quinta-feira (8).

Ao g1, o padre Marco Aurélio Del Faveri contou que dois cães entraram na igreja durante a missa, um no início da celebração e outro já mais para o final.

“Os animais são seres de muita sensibilidade e acredito que foram atraídos pelos cânticos e o ambiente de oração. Quem não consegue amar os animais dificilmente conseguirá amar outro ser humano, o que é um mandamento de Deus”, afirmou o padre.

Na celebração, ele aproveitou o encontro com os cachorros para pedir a intercessão de São Francisco de Assis por todos os animais e lembrar aos fiéis o exemplo de humildade e simplicidade do santo.

🐶⛪São Francisco de Assis é conhecido como o padroeiro dos animais e da natureza. A tradição católica conta que ele tinha uma relação de respeito e proximidade com os animais e enxergava a criação como parte da obra de Deus.

Com tanta tranquilidade durante a celebração, o padre brincou ao dizer que não seria exagero afirmar que os visitantes estavam quase prontos para assumir uma função oficial: “cãoroinhas”.

A visita inesperada, claro, arrancou sorrisos dos fiéis. Para o pároco Gerson Carlos Cavalin, quando um cachorro ou gato entra na igreja durante uma celebração, a reação dos fiéis costuma ser imediata.

Mais do que uma visita curiosa, porém, o episódio chamou atenção para a relação de carinho e cuidado dos fiéis com os animais. Segundo Marco Aurélio, eles são seres indefesos que procuram, sobretudo, atenção e afeto.

O padre ainda explicou que os cães foram embora naturalmente depois que a missa terminou e os fiéis começaram a deixar o local.

No dia 20 de agosto, outro cachorro já havia chamado a atenção durante uma missa na mesma igreja: o animal de pelagem escura e grande porte encontrou um lugar fresco perto do ventilador, além de receber carinho do padre Marco Aurélio. A cena foi registrada em vídeo e viralizou na web com mais de 870 mil visualizações.

Fonte: anda.jor.br


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Orca é libertada após ficar presa em equipamentos de pesca na costa do Chile

 


Foto: Reprodução

Uma orca foi libertada após ficar presa a cordas, boias e um peso na costa de Coronel, na região de Biobío, no Chile. Ela nadava acompanhada por um grupo quando se aproximou de uma embarcação, ondes as pessoas perceberam o perigo e iniciaram o resgate.

Os equipamentos estavam presos à cauda da orca e poderiam provocar ferimentos, exaustão e dificuldades de locomoção. Para remover as cordas, os tripulantes utilizaram um gancho para erguer uma linha flutuante e uma faca para cortar os fios que a mantinham presa.

Após a retirada dos equipamentos, a orca conseguiu nadar livremente e voltou a se juntar ao grupo.

Cordas e linhas abandonadas ou perdidas no oceano podem permanecer no ambiente e enredar animais que dependem da liberdade de movimento para nadar, procurar alimento e sobreviver.

Para as orcas, que vivem em grupos e percorrem grandes distâncias, ficar presa a esses materiais pode comprometer a mobilidade e dificultar atividades essenciais. A gravidade das consequências depende das circunstâncias, mas o emaranhamento pode causar lesões e até levar à morte.

A libertação da orca permitiu que ele voltasse a nadar com o grupo, mas o resgate também evidencia a necessidade de prevenir situações semelhantes. A proteção da vida marinha exige medidas para reduzir a perda e o descarte de equipamentos de pesca, além de ações para localizar e remover materiais perigosos dos oceanos.

Os animais marinhos não deveriam ter de enfrentar ameaças provocadas por atividades humanas em seu próprio ambiente. Impedir que cordas, redes e linhas continuem colocando suas vidas em risco é parte fundamental da responsabilidade humana pela preservação dos oceanos e dos seres que dependem deles.

Fonte: anda.jor.br


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domingo, 11 de outubro de 2026

Publicação de cenas de maus-tratos pode gerar responsabilização própria, em proposta na Câmara dos Deputados

 


A divulgação de cenas de crueldade contra animais na internet é o foco de um projeto em análise na Câmara dos Deputados. O texto trata a publicação desses registros como uma conduta que pode ser examinada separadamente do ato de maus-tratos mostrado nas imagens.

A proposta também alcança as plataformas digitais. O objetivo é estabelecer medidas para o tratamento de conteúdos que exibam violência contra animais, com previsão de responsabilização em situações definidas pelo projeto.

O tema envolve duas etapas diferentes: a prática de maus-tratos e a circulação do registro produzido a partir dela. Ao abordar os dois momentos, a proposta amplia a discussão sobre a proteção animal para o ambiente das redes sociais e demais serviços de internet.

Projeto trata da etapa posterior ao registro

Atualmente, vídeos e imagens publicados na internet podem permanecer disponíveis após a ocorrência retratada. O projeto em análise concentra-se justamente nessa etapa posterior: a divulgação do conteúdo em plataformas digitais.

O texto prevê consequências para quem divulgar cenas de crueldade contra animais. Com isso, a publicação deixa de ser tratada apenas como um meio de tornar o caso conhecido e passa a ser considerada uma conduta própria dentro do alcance da proposta.

A medida não elimina a apuração do episódio de maus-tratos exibido no vídeo. São situações distintas: uma está relacionada à violência praticada contra o animal; a outra, à produção, ao compartilhamento ou à circulação do material na internet, conforme a conduta analisada no projeto.

Essa separação é um dos pontos centrais da proposta. O texto busca definir responsabilidades de acordo com a participação de cada envolvido, sem reunir em uma única situação o autor da agressão, quem divulga o registro e a plataforma que hospeda ou distribui o conteúdo.

Responsabilidade das plataformas

Além de tratar da conduta dos usuários, o projeto estabelece regras para a atuação das redes sociais diante de imagens de maus-tratos. A proposta prevê que as plataformas tenham obrigações relacionadas à remoção de conteúdos enquadrados no texto.

A discussão alcança o momento em que o material é identificado e permanece disponível para acesso ou compartilhamento. Nesse contexto, o projeto relaciona a circulação das imagens à necessidade de resposta dos serviços digitais, de acordo com os critérios previstos na proposta.

A responsabilização das plataformas é apresentada de forma distinta daquela atribuída a quem pratica ou divulga a crueldade. O texto, portanto, trabalha com frentes diferentes: a conduta do autor dos maus-tratos, a divulgação das imagens e o dever das empresas responsáveis pelos ambientes digitais.

O projeto não transforma a análise em uma responsabilidade única para todos os envolvidos. A consequência aplicável depende do papel desempenhado em cada caso e das regras estabelecidas no texto em tramitação na Câmara.

Circulação de imagens entra no debate sobre proteção animal

A proposta desloca parte do debate sobre proteção animal para o funcionamento da internet. A preocupação não se limita ao ato de agressão, mas também ao destino dado aos registros depois que são produzidos e publicados.

Vídeos e imagens podem ser usados para denunciar ocorrências às autoridades ou para informar a sociedade sobre casos de violência. Ao mesmo tempo, a publicação pode ampliar a exposição do conteúdo e facilitar sua redistribuição. É nesse ambiente que o projeto pretende estabelecer parâmetros específicos.

O texto em análise trata a divulgação como um problema jurídico próprio, associado à circulação de cenas de crueldade. A intenção é que a resposta não fique restrita ao local onde o fato ocorreu, alcançando também o espaço digital em que o registro passa a ser compartilhado.

A proposta ainda está em análise no Legislativo e não representa uma regra em vigor. Para produzir efeitos, o texto precisa seguir a tramitação prevista para projetos de lei e ser aprovado nas etapas correspondentes.

Diferença entre denunciar e divulgar

O alcance da proposta está relacionado ao conteúdo divulgado e à forma como ele circula na internet. A análise de cada caso dependerá das circunstâncias do registro e da conduta atribuída a quem publicou ou compartilhou o material.

A existência de um vídeo não substitui a investigação sobre os maus-tratos exibidos. O registro pode ser considerado na apuração do episódio, enquanto a publicação será examinada dentro das regras específicas previstas no projeto.

Da mesma forma, o simples fato de uma imagem estar disponível em uma plataforma não reúne automaticamente todas as responsabilidades. A proposta diferencia a atuação do usuário e o dever atribuído ao serviço digital, conforme o papel de cada um na divulgação e na manutenção do conteúdo.

Essa distinção é relevante porque o texto trata de momentos diferentes do mesmo caso. A violência contra o animal ocorre antes da publicação; a circulação do registro acontece depois; e a eventual resposta da plataforma está ligada à presença do material em seu ambiente digital.

Tramitação na Câmara

O projeto está em discussão na Câmara dos Deputados e ainda pode ser analisado, alterado ou receber novos encaminhamentos durante a tramitação legislativa. O conteúdo apresentado na proposta não equivale, portanto, a uma obrigação já aplicável a usuários ou empresas.

Enquanto o texto estiver em análise, os detalhes sobre condutas, responsabilidades e medidas relacionadas às plataformas permanecem vinculados ao processo legislativo. Eventuais mudanças poderão ocorrer antes da conclusão da tramitação.

A proposta coloca no mesmo debate a proteção dos animais e a responsabilidade pelo conteúdo publicado na internet. O ponto central é definir como devem ser tratados os registros de crueldade depois que deixam o local do fato e passam a circular em redes sociais e outros serviços digitais.

Com a iniciativa, a Câmara examina uma resposta específica para a divulgação de imagens de maus-tratos. O projeto separa a apuração da agressão contra o animal da análise sobre quem registra, publica, compartilha ou mantém o conteúdo disponível nas plataformas.

As informações sobre o projeto foram divulgadas pela Agência Câmara de Notícias.

Fonte: Informe Manaus


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