Mariana Dandara | Redação ANDA
Uma cena cruel revoltou moradores da cidade da Suleimânia, no Iraque. Enquanto participava de um piquenique realizado pelo festival Noruz, o público teve que presenciar o assassinato de um javali selvagem que foi morto a tiros por homens que o perseguiram na localidade de Khalakan, em meio à natureza.
Uma das testemunhas do caso afirmou que “entre 12 e 15
pessoas seguiram o javali com pistolas e atiraram nele”. Um vídeo que registrou
a cena foi enviado para a rede de notícias Rudaw English.
No vídeo, mais de 30 tiros podem ser ouvidos em um
minuto e meio de duração da gravação. O ato promovido pelos homens é respaldado
pela lei, que permite a matança de javalis.
O fundador da Organização do Curdistão para a Proteção
dos Direitos dos Animais (KOARP), Sulaimani Tameer, disse à Rudaw English que a
legislação autoriza o extermínio de javalis, “mas nós somos contra”.
“Acredite em mim, se você ficar entre ursos, tigres ou
cobras, se não os atacar e irritar, nenhuma vida ou animal selvagem é um
perigo”, reforçou Tameer. Ele lembrou ainda que a expansão urbana está
empurrando os animais silvestres para as cidades por conta da fragmentação do
habitat causada pelo desmatamento.
“Às vezes, não há comida suficiente na natureza, é por
isso que eles vão até onde as pessoas estão”, afirmou o fundador da
instituição.
Com a
repercussão gerada após a publicação do vídeo, muitos internautas pediram
proteção aos javalis e punição para os agressores do animal. “Estou solicitando
ao governo regional que faça algo sobre este incidente repugnante e bárbaro,
essas pessoas selvagens devem ser punidas”, escreveu um internauta.
“Ele deveria se colocar no lugar do javali e ver se
gostaria que alguém viesse atirar nele. O porco está em seu próprio ambiente,
você está invadindo o espaço dele”, disse outro.
“Diga-me, qual a diferença entre matar um ser humano e
aquele javali? Aquele javali não gosta de viver, não sente dor, não tem sangue
ou filhotes à sua espera? Maldita humanidade”, questionou um terceiro.
Foto: Pixabay/Ilustrativa
Fonte: anda.jor.br


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