Após um hiato de cinco anos, a luta de porcos está programada para retornar à Feira do Condado de Teton em 2026, mas agora os comissários do condado estão reconsiderando o evento depois que ativistas levantaram preocupações de que a tradição possa ser cruel para o animal. (Feira do Condado de Teton via Facebook)
Após um hiato de cinco anos, a tradicional luta com porcos está programada para retornar à Feira do Condado de Teton em 2026. No entanto, os comissários do condado estão reconsiderando o evento após ativistas levantarem preocupações sobre possíveis maus-tratos aos animais.
O evento consiste em competidores atravessando um fosso lamacento para tentar capturar um porco e colocá-lo dentro de um barril. Embora historicamente popular, a prática passou a ser alvo de críticas por seu potencial de causar sofrimento aos animais envolvidos.
Desde 2020, quando os organizadores originais se aposentaram, o evento está suspenso. Agora, as autoridades do condado demonstram interesse em retomá-lo e já identificaram um possível fornecedor de porcos. Um relatório apresentado ao Conselho de Comissários descreve a luta como “muito solicitada” e alerta que a feira corre risco de “diminuição da satisfação e do engajamento” caso o evento continue fora da programação.
Segundo o relatório, a realização da luta em 2026 custaria cerca de US$ 5.500 ao condado.
Durante o período de comentários públicos da reunião da comissão, realizada na segunda-feira, ativistas dos direitos dos animais pediram que o contrato com o fornecedor não fosse assinado. Eles argumentam que a prática é cruel e prejudicial, e que deveria ser definitivamente encerrada.
A decisão sobre a realização do evento deve ser tomada até 19 de novembro, já que a feira acontece em julho.
Crueldade no Coliseu
Heather Carleton, veterinária de Jackson, disse ao Cowboy State Daily que compara a luta com porcos antigas lutas de gladiadores, classificando-a como uma tradição ultrapassada e desnecessariamente violenta.
“As lutas de gladiadores eram uma tradição em Roma”, disse ela por telefone. “Uma em cada dez pessoas morria durante o evento. Mas, com o tempo, a sociedade evoluiu e essas práticas foram abolidas.”
Ela defende que, apesar da popularidade, a luta com porcos não deveria ser perpetuada em uma sociedade moderna que já compreende melhor o sofrimento animal.
“Quanto mais evoluímos, mais entendemos sobre os animais — seu intelecto, sua sensibilidade”, disse ela. “Como país, precisamos estar dispostos a mudar nossos hábitos.”
Carleton também mencionou casos recentes de crueldade contra animais em Wyoming, como o de Cody Roberts, acusado de torturar um lobo, e alertou que tais incidentes contribuem para a má reputação do estado em relação ao bem-estar animal.
Amy Moore, ativista dos direitos dos animais em Jackson, acredita que a luta com porcos viola leis estaduais contra crueldade animal e deveria ser permanentemente proibida em eventos públicos. Ela mencionou declarações feitas por pessoas indicando que porcos foram e podem estar feridos durante os eventos.
“A lei diz que é crueldade se alguém intencionalmente, conscientemente e desnecessariamente ferir um animal”, afirmou. “Dizer que os porcos não se machucam é um exagero por parte dos defensores do evento.”
Moore também rebateu o argumento cultural, sugerindo alternativas como futebol na lama ou disputas com melancias ensaboadas — atividades que não envolvem animais. Apesar de compartilhar o sentimento de nostalgia que outros têm pela luta de porcos, Moore disse que concorda que o Condado de Teton pode se virar sem isso.
“Estamos repensando porque sabemos mais.”
Protegendo a tradição
O comissário Len Carlman disse ao Cowboy State Daily que recebeu cartas de apoio de moradores da sétima geração do Condado de Teton, que consideram o evento parte da história local. Ainda assim, ele reconheceu as preocupações dos ativistas e afirmou não querer que os porcos sejam feridos.
Carlman disse que escolher entre esses dois grupos é como decidir onde receber um olho roxo.
“É como escolher entre meu olho esquerdo ou meu olho direito — mas um deles vai acabar roxo”, disse ele, por telefone.
Carlman sugeriu que tornar o evento voltado para crianças, em vez de adultos alcoolizados, poderia reduzir os riscos de lesões aos animais.
O presidente do Conselho de Comissários, Mark Newcomb, afirmou ao Cowboy State Daily estar se informando sobre o tema e que ouvirá os eleitores antes de tomar uma decisão.
“Meu papel é servir ao público. Ainda não li todos os e-mails nem conversei com pessoas de ambos os lados”, escreveu por mensagem de texto. “Sou absolutamente contra maus-tratos a animais e respeito muito aqueles que cuidam do bem-estar do gado e dos animais de estimação, conheço bem algumas dessas pessoas e sei que votaram em mim.”
Newcomb comparou a luta com porcos aos rodeios, que também envolvem riscos para os animais, e disse esperar encontrar um meio-termo entre os defensores da tradição e os ativistas.
“Rodeios e feiras celebram a tradição agrícola e pecuária, com atividades como domar cavalos selvagens, marcar e castrar gado — e, ocasionalmente, derrubar um porco quando chegava a hora de transformá-lo em presunto de Páscoa”, disse ele.
Correção: Uma versão anterior desta matéria afirmava incorretamente que Amy Moore havia presenciado porcos quebrando ossos. Ela apenas mencionou relatos de terceiros sobre possíveis ferimentos.
Por Jackson Walker / Tradução de Shirlei Cioruci (com IA)
Fonte e fotos: Cowboy State Daily.
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