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Reprodução
Uma série de mortes de animais está
apavorando tutores de animais, em Laje do Muriaé, município localizado no
Noroeste Fluminense, a 218 quilômetros do Rio. De acordo com moradores, em
menos de 30 dias, pelo menos 29 cães e gatos apresentaram sintomas de
envenenamento como fraqueza, convulsão e salivação excessiva. Da lista, apenas
Simpático, um SRD preto e branco, com cerca de 3 anos, conseguiu sobreviver aos
ataques ainda sem autoria descoberta. O último caso ocorreu nessa sexta-feira,
quando Duque, cão de 15 anos, foi encontrado agonizando no bairro Morro do
Querosene.
Ele ainda foi socorrido, mas não
resistiu. No dia 25, outra vítima já havia sido feita. O cão Negão, com mais de
10 anos, foi encontrado próximo à prefeitura tremendo e com dificuldades
respiratórias. Ele foi colocado numa caminhonete para ser atendido por um
veterinário, mas também não conseguiu sobreviver.
A maioria dos animais que apresentou
sintomas de envenenamento na cidade ficava em vias públicas. No entanto, de
acordo com integrantes do Projeto Animal (grupo formado por protetores de
animais), há relatos de pelo menos dois pets envenenados no quintal das
residências em que moravam.
“Estamos com medo. É uma cidade
pequena, onde todo mundo se conhece. Vou colocar câmeras de monitoramento na
porta de casa para evitar que mais animais sejam envenenados. Eu tinha cinco
cães e perdi dois”, lamentou a protetora de animais e estudante de fisioterapia
Victória de Resende Grado.
Apesar das mortes em série, não há um
único caso registrado na 138ªDP (Lajes do Muriaé). A delegacia está fechada
para o registro de ocorrências por conta de obras, desde dezembro de 2022.
Assim, é necessário percorrer 30 quilômetros até chegar à 137ªDP (Miracema),
unidade que está concentrado os boletins de ocorrência da cidade. A suspeita
dos moradores e protetores é de que alguém esteja misturando veneno em
alimentos jogados para os animais. Até agora nenhum dos cães e gatos mortos
teve vísceras retiradas para serem examinadas em um laboratório.
Uma das primeiras vítimas da série de
mortes foi a cadela Princesa. A SRD de pelos brancos foi retirada da rua pela
protetora e integrante do Projeto Animal Victória de Resende Grado, que também
acolheu o cão Blue Heeler. Os dois cachorros passaram a morar numa parte do
quintal, e durante à noite, costumam sair e voltar pouco depois. No dia 14 de
junho, Princesa estava bem e saiu para dar uma volta como fazia todas as
noites. Retornou às 23h30. Pouco depois começou a passar mal e morreu.
“A gente foi dormir e depois ouviu um
barulho. Minha mãe foi lá olhar e a encontrou morta. A Princesa estava com a
língua azulada, também babou muito e teve convulsão. Pelos sintomas percebemos
que ela foi vítima de envenenamento”, contou a estudante, que cursou até o
quarto período de medicina veterinária.
Mais de uma semana depois, no dia 23
do mesmo mês, foi a vez de Blue Heeler também apresentar os mesmo sintomas.
“Ele saiu à noite como fazia sempre.
Quando voltei da rua, por volta das 22h, eu o encontrei tremendo muito. Tentei
fazer os procedimentos de salvamento, mas ele morreu uma hora depois. A cena
foi horrorosa”, lembrou a estudante.
Único sobrevivente dos ataques, o cão
Simpático teve a sorte de ser socorrido rapidamente. No dia 18 de junho, ele
estava tremendo e com dificuldade para andar, nas proximidades do hospital da
cidade, no bairro Cruzeiro, quando foi visto pela estudante, que passava pelo
local. Atualmente, o pet está internado em uma clínica veterinária da cidade.
“Como eu o alimentava de vez em
quando, ele me viu e veio ao meu encontro. Estava tremendo e babando. Entrei
correndo com um remédio contra envenenamento e levei ao veterinário. Graças a
Deus, ele foi salvo”, disse Victória.
Também integrante do Projeto Animal,
o jornalista Heraldo Galliters disse que o clima na cidade é de revolta com a
morte em série dos cães e gatos. Ele divulgou cartaz nas redes sociais pedindo
denúncias sobre envenenamento de bichos. Informações também podem ser
repassadas para o Disque-Denúncia ( 21-2253-1177). Não é necessário se
identificar.
“Nunca teve isso aqui. Ficamos
impotentes com o que está acontecendo. Eu coloquei meu cachorro mais afastado
do portão do quintal. Nossa suspeita é a de que alguém esteja jogando veneno.
Há vasilhas espalhadas na cidade pelo projeto com ração e água. Temos
desconfiança que alguém pode estar jogando fora a ração para colocar comida com
veneno. Outro dia encontraram pelancas num desses potes”, disse o jornalista.
Foto: Reprodução
Na
última terça-feira, o problema foi levado à Câmara de Vereadores. O presidente
da Casa, vereador Thiago Oliveira Jauhar de Souza, fez um ofício ao Ministério
Público pedindo que o envenenamento em massa de cães e gatos no município seja
alvo de uma investigação. O documento foi assinado também pelo vereador Luiz
Tâmara Junior. O presidente, que ajudou a tentar socorrer o cão Negão, no
domingo, disse ainda que um pedindo providências idêntico será enviada à
Polícia Civil.
“Enviamos
um ofício para o Ministério Público pedindo ajuda para uma investigação. Porque
isso é um caso sério. Vamos encaminhar um ofício também para delegacia. Aqui na
cidade está todo mundo preocupado. É uma revolta grande com quem está
espalhando isso (veneno para animais). Todos querem descobrir quem é. Temos que
caminhar de mãos dados para solucionar esse problema”, disse Thiago Oliveira
Jauhar de Souza, salientando que a cidade ainda não tem câmeras de
monitoramento e vigilância instaladas.
O
protetor e vereador Lucas Terra classificou o caso como execução criminosa de
animais. Ele postou um vídeo nas redes sociais denunciando a série de mortes,
inclusive com fotos.
“O
vídeo é para mostrar que atitudes criminosas estão acontecendo debaixo de
nossos olhos. Nas últimas semanas, entre cachorros e gatos, quase 30 foram
mortos. Os animais estão sendo covardemente executados por meio de veneno.
Suplico para que as autoridades policiais atentem ainda mais para esta prática
criminosa”, disse o parlamentar, na postagem.
Procurado
pela reportagem para comentar o caso, o Ministério Público do Rio de Janeiro
(MPRJ) confirmou ter recebido o ofício da Câmara de Vereadores, no dia 27, e
disse que será instaurado um procedimento administrativo interno sobre o fato.
Segundo o MPRJ, a Promotoria de Justiça de Laje do Muriaé também vai requisitar
instauração de inquérito policial para apurar as mortes em série de cães e
gatos.
Também
procurada, a Polícia Civil disse que nenhum registro sobre a morte de animais
chegou a ser feito. Mas, após tomar conhecimento dos casos, um procedimento
policial foi instaurado para apurar e esclarecer os crimes. Sobre a 138ªDP
estar fechada para recebimento de ocorrências, a polícia informou que a unidade
passa por reformas e que os registros estão sendo feitos na 137ªDP (Miracema).
Ainda segundo a corporação, a previsão é a de que os reparos da 138ª sejam
concluídos e entregues num prazo de duas semanas.
Fonte: Extra
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