Foto: Instituto Biota
Levantamento do Instituto Biota de Conservação mostra que 168
encalhes de animais marinhos foram registrados nos cinco primeiros meses deste
ano, em Alagoas. Destes, 154 foram de tartarugas, dez de mamíferos aquáticos e
quatro de aves marinhas.
De acordo com o
instituto, a maioria dos encalhes tem sido registrada em Maceió, por ser a área
mais urbanizada e, sendo assim, com mais ameaças antrópicas para os animais,
bem como maior possibilidade de os animais que encalham nas praias serem
encontrados por banhistas ou moradores.
Durante o ano de
2022, foram registrados 613 encalhes de animais marinhos. Destes, 19 mamíferos
aquáticos (golfinhos e baleias); 13 aves marinhas e 581 tartarugas marinhas.
Segundo o Biota,
desde o início da atuação, em 2009, até maio deste ano, foram contabilizados
6.386 encalhes de tartarugas marinhas e 262 encalhes de mamíferos aquáticos,
sendo 247 cetáceos (golfinhos e baleias), 12 sirênios (peixe-boi-marinho) e
três pinípedes (lobo-marinho-subantártico). Os encalhes de aves marinhas
passaram a ser registrados em maio de 2018. Até maio deste ano, foram
contabilizados 393 encalhes.
Entre os cetáceos, a espécie registrada com maior frequência é o
boto-cinza (Sotalia guianensis),
com 121 registros. Trata-se de uma espécie de hábitos bastante costeiros, o que
aumenta a chance de interagir negativamente com ameaças antrópicas, como pesca,
colisão com embarcação e poluição, e vir a encalhar.
Além de Sotalia, as duas outras espécies mais comuns são o
golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops
truncatus) com 27 ocorrências, e a Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae)
com 24 ocorrências, sendo esta última mais comum entre os meses de julho e
novembro, quando a espécie vem se reproduzir na costa brasileira.
Já entre as tartarugas marinhas, a espécie mais frequente, com
4.451 registros, é a tartaruga-verde (Chelonia
mydas), seguida pela tartaruga-oliva (Lepidochelys
olivacea) com 1.274, tartaruga-cabeçuda (Caretta
caretta) com 199, tartaruga-de-pente (Eretmochelys
imbricata) com 113 e tartaruga-de-couro (Dermocehlys
coriacea) com apenas um registro.
Segundo o instituto,
a maioria dos encalhes dá-se durante a temporada reprodutiva (setembro a
março), pois nesse período os animais estão mais perto da costa e,
consequentemente, mais suscetíveis a interagir negativamente com ameaças
antrópicas (como pesca, colisão com embarcação e poluição) e vir a encalhar.
Entre as aves marinhas, as espécies mais frequentes são a
pardela-de-bico-amarelo (Calonectris
borealis) e a pardela-de-bico-preto (Ardenna
gravis).
De acordo com o
instituto, ao encontrar um animal encalhado, a recomendação é acionar os órgãos
competentes, pois todo animal silvestre, se manejado por pessoas comuns, sem
treinamento e equipamentos de proteção, pode ser um potencial transmissor de
doenças.
Necropsia é realizada para reunir informações sobre saúde e
causas da morte
Desde 2018, o
Instituto Biota vem realizando, além do registro de encalhes, a necropsia dos
animais marinhos, com o objetivo de reunir informações sobre o estado de saúde
e as causas que levaram ao encalhe e à morte.
Os que não são
possíveis de necropsiar, devido ao avançado estado de decomposição, são
avaliados e enterrados na própria praia ou solicitado apoio para recolhimento
com as prefeituras locais.
De acordo com o
Biota, muitos dos animais necropsiados apresentam algum tipo de interação
antrópica, ou seja, ações ocasionadas pelo ser humano, como interação com rede
de pesca, traumas, mutilações e ingestão de lixo e de artefato de pesca
(anzol).
Na necropsia, além do
exame visual, busca-se coletar o máximo de amostras de tecidos para a
realização de exames complementares que auxiliam na confirmação do diagnóstico
ou são disponibilizados para pesquisas científicas que visem a conservação das
espécies marinhas e acervo de universidades.
Casos recentes
No último domingo
(25), um golfinho e uma ave marinha foram encontrados encalhados mortos na
Praia do Mirante da Sereia, no bairro de Riacho Doce, em Maceió. Já no sábado
(24), um boto foi encontrado morto com marca de corda na região do pescoço, na
Praia do Pontal da Barra, também em Maceió.
De acordo com o Instituto Biota, o golfinho-nariz-de-garrafa é
da espécie Tursiops truncatus e
mede 2,90m, e a ave, um atobá, pertence à espécie Sula
dactylatra, medindo 85cm. Já o boto-cinza é da espécie Sotalia guianensis e
mede 1,85m.
O Biota fez o
reconhecimento e identificação das espécies, além dos procedimentos técnicos
nos corpos. Em seguida, as carcaças foram retiradas para análises posteriores.
Devido ao estágio de decomposição, não foi possível determinar a causa da morte
dos animais.
Ainda segundo o
instituto, esses animais costumam frequentar o litoral brasileiro e as regiões
tropicais do Oceano Atlântico.
Por Luciana Beder
Fonte: Tribuna Hoje
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