A
felicidade não pôde ser completa. O Exército da Colômbia reconheceu na
segunda-feira (26/06) que é “improvável” encontrar Wilson, o pastor belga que
ajudou a localizar Lesly, Soleiny, Cristin Neryman e Tien Noriel, as quatro
crianças que ficaram perdidas por 40 dias na selva amazônica de Guaviare. O
cachorro, que, segundo relatos das próprias crianças resgatadas, esteve com
elas antes de serem encontradas pelo Exército e pelos indígenas que
participavam da busca, tem sido rastreado sem sucesso desde 9 de junho passado,
quando as crianças foram encontradas.
A
resignação do Exército foi transmitida pelo general Pedro Sánchez, comandante
das Forças Especiais e líder da busca pelas crianças na selva. Em uma homenagem
realizada na segunda-feira (26/06) aos militares e indígenas que participaram
da Operação Esperanza, na Plaza de Armas da Casa de Nariño, em Bogotá, Sánchez
disse: “Wilson é um membro de nossa equipe. Fizemos absolutamente tudo ao nosso
alcance, não economizamos esforços para encontrá-lo, mas somos conscientes de
que é praticamente improvável encontrá-lo”.
Na
homenagem, que contou com a presença do presidente Gustavo Petro, do ministro
da Defesa, Iván Velásquez, e da cúpula militar, Drugia, a mãe de Wilson, foi
simbolicamente condecorada. O desaparecimento de Wilson se tornou a única
mancha no resgate das crianças na selva. O general Sánchez reconheceu a
importância do cachorro para a instituição e lamentou sua perda como a de
qualquer membro das forças de segurança: “Wilson será lembrado em nossos
corações e na alma deste povo colombiano, assim como faremos com os outros cães
e com nossos soldados e policiais que sacrificaram suas vidas”.
Wilson,
de seis anos, nasceu e cresceu entre militares, e foi recrutado para ajudar na
busca pelas quatro crianças que mantiveram o país em suspense por mais de um mês.
Em 8 de junho, um dia antes do sucesso da Operação Esperanza ser conhecido, o
Exército informou sobre o desaparecimento do cão. Uma das hipóteses sobre o
motivo de sua perda é que ele se desorientou devido às condições hostis da
área, onde a densa vegetação impede a visibilidade a mais de 20 metros de
distância, além da umidade e das condições climáticas desfavoráveis, que também
teriam impedido o funcionamento correto de um localizador via satélite, caso
Wilson estivesse usando um.
Desde
então, os esforços que antes estavam voltados para encontrar as crianças se
concentraram na busca por Wilson. O general Hélder Giraldo, comandante das
Forças Militares, deu a ordem para rastrear o cachorro: “Jamais abandonamos um
companheiro caído no campo de batalha. A Operação Esperanza continua avançando
na busca por nosso cão Wilson, que, seguindo o rastro e em seu desejo de
encontrar as crianças, se afastou das tropas e se perdeu”.
Mais
de 70 membros do Exército participaram da busca por Wilson. Entre as
estratégias adotadas para alcançar o cão estava o recrutamento de duas fêmeas
no cio para tentar atrai-lo. Além disso, comida foi colocada em pontos
estratégicos considerados para permitir que o animal se mantivesse forte
enquanto era localizado. Segundo o relato das crianças, Wilson já estava
debilitado quando o encontraram, devido às dificuldades de encontrar alimento
no ambiente selvagem da selva de Guaviare e Caquetá.
As crianças continuam se
recuperando
O
Hospital Militar em Bogotá, onde as crianças estão internadas desde que foram
encontradas, informou em 21 de junho que a recuperação delas estava
apresentando “resultados positivos”, já que elas recuperaram o apetite,
ganharam peso e toleram bem os alimentos fornecidos. Além disso, as infecções
que estavam sendo tratadas estavam se resolvendo sem maiores complicações. No
entanto, elas ainda estavam isoladas devido ao estado nutricional, que
representa um risco para outras infecções.
Texto
originalmente publicado em El
País
Fonte:
Tradução: Vivian Guilhem(anda.jor.br)
Nota da Redação: A
exploração de cães em operações militares envolve condições exaustivas e
prejudiciais à saúde física e mental deles, além do alto risco de morte. Os
cachorros são expostos a situações perigosas e estressantes e como vimos, no
caso do cão Wilson, sem qualquer medida de proteção ao bem estar e à vida.
Rendemos aqui nossas homenagens ao maravilhoso cachorro Wilson e pedimos
que o abuso de animais seja abolido pelas forças militares e policiais, que
violam diretamente os direitos animais.
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